Ortodoxia e Coração: Por uma fé que não exclui a razão

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Por Daniel Grubba

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É triste, mas a maioria dos cristãos ainda mantém o péssimo hábito de colocar uma cunha entre a devoção piedosa a Deus e a ortodoxia do pensamento. Costumam nos dizer que a fé e a razão são antagônicas e não podem dividir o mesmo espaço. Mas houve um tempo em que não era assim. A história do cristianismo está cheia de exemplos de cristãos fervorosos que eram intelectuais de primeira grandeza, ao mesmo que nutriam grande devoção a Deus. Podemos citar Agostinho, Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, e muitos outros.

Penso que se desejamos ser luz do mundo e sal da terra em nosso tempo, então uma coisa não pode existir sem a outra. Uma fé de grande devoção e afetos apaixonados que não busca profundidade de pensamento pode tornar-se uma fé “água com açúcar”. Assim como um pensamento de amplitude exponencial, sem a chama do Espírito, é semelhante ao vapor que logo se desvanece. O emocionalismo e o intelectualismo são dois extremos que devemos evitar caso tenhamos em nossos corações o desejo de sermos adoradores que adoram em espírito e em verdade. O pastor e teólogo John Piper resume bem o que quero dizer. Ele diz:

“A adoração precisa ter coração e cabeça. Ela tem de envolver as emoções e o pensamento. Verdade sem emoção produz ortodoxia morta e uma igreja cheia de admiradores artificiais. Por outro lado, emoção sem verdade produz agitação vazia e cultiva pessoas superficiais que rejeitam a disciplina do raciocínio exato. A adoração verdadeira, porém, vem de pessoas com emoções profundas, grande amor e doutrina sadia. Afeições fortes por Deus, arraigadas na verdade, são ossos e medula da adoração bíblica”.

“Aquele que orou bem, estudou bem”
– Lutero-

***
Daniel Gruuba é editor do blog Soli Deo Glória, e escreve para o Púlpito Cristão
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10 COMENTÁRIOS

  1. Paz seja contigo

    Eu sempre me perguntei o porque da minha adoração nunca ter sido seguida de pulos, rodopios, tombos ou coisas do tipo, claro que este pensamento não teve resposta muito óbvia nos primeiros meses de conversão.

    Anos depois continuo sem estes "sinais", porém sigo com alegria , paz e intima comunhão no meu espírito. Pois ao analisar as escrituras sagradas percebi que ordem e descência são salutares principalmente hoje com "extravagantes e extravagâncias"

    Posso afirmar de fato ser a razão e fé caminhando juntas.

    Rhema , Rhema, Rhema neste povo….
    Permaneça na Graça e nela frutifique

    Seja bem vindo em meu blog e que possas ser edificado na Palavra

    atalaiadocastelo.blogspot.com

    Nicodemos

  2. Graça e paz! Acredito, irmãos, que a minha fé em Jesus precisa incluir os meus pensamentos. Em Filipenses, Paulo fala: "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento". Entendo que, quando entregamos nossas vidas a Jesus, Deus quer tratar de nós por completo e aí quando a Bíblia fala do culto racional significa que a minha mente deve acompanhar aquilo que meu espírito faz. Porém, posso compartilhar que trabalhar com a mente não é tarefa fácil. Decidimos crer em Deus e obedecer seus mandamentos, mesmo sem vê-Lo ou ter explicações lógicas capazes de justificar plenamente o cumprimento da instrução divina, de maneira que a fé se opera num ambiente de incertezas. É aí que a nossa mente ainda carnal vai resistir muito à disciplina de Deus, sendo atacada por dúvidas, inquietações, ansiedades, temores, timidez, etc. A boa notícia é que Deus nos ama, nos compreende e nos aceita como somos. Decidir crer e adorar a Deus, mesmo sem compreendermos tudo é demonstração de fé, o que se faz sem deixarmos de trabalhar a razão que foi posta pelo próprio Deus na nossa mente.

  3. Graça e Paz irmãos,
    O nosso amigo Rodrigo escreveu muito bem sobre a passagem de Filipenses
    sobre culto racional, por seguir as pessoas e não a palavra criam esse tipo de cristão sem base e sem raízes tem uma frase do Albert Einstein que eu gosto muito.

    "Detesto, de saída, quem é capaz de marchar em formação com prazer ao som de uma banda. Nasceu com cérebro por engano; bastava-lhe a medula espinhal."(Não estou falando dos militares, e sim dos discipulos cegos)

  4. Mando bem Rodrigo!bem por ai
    aquela passagem de Isaias reflete bem:
    Isaías 55:8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.

    Isaías 55:9 Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.

    Mesmo sendo feitos a imagem e semelhança do Altíssimo, nossa mente é limitada de mais, pra compreender tudo sobre Deus.
    Fiquem da Paz no SENHOR!

  5. Gostaria de dar uma pequena colaboração sobre este assunto. Sou professor de Apologética Cristã e ealaborei uma apostila para meus alunos, que passo em parte a compartilhar com todos.
    O CRISTIANISMO É RACIONAL?
    RAZÃO NA RELIGIÃO.
    Funções da Razão – É errado e prova de imaturidade lançar a razão contra fé, ou a razão contra as experiências místicas. A razão nos foi dada por Deus para servir-nos de guarda. Muito misticismo trivial, ou mesmo daninho, dentro e fora das fileiras da Igreja cristã, poderia ser evitado mediante o poder da razão. Por outra parte, a razão não deveria ter por função negar o valor da fé, sem evidências empiricas, e nem negar o papel do misticismo na experiência religiosa. Quanto a esse particular, R.N. Champlin, concorda com Platão. Nossas maneiras de tomar conhecimento das coisas formam uma hierarquia, com valor ascendente, cada qual com seu próprio uso e serventia: a percepção dos sentidos, a razão, a intuição, as experiências misticas. É ridiculo criticar os teólogos e exaltar o que "Deus me revelou pessoalmente". Não será possível que Deus também revele coisas aos teólogos?
    Éridiculo criticar aqueles que estudam. O estudo, porventura, não seria um meio de revelação ou de definir melhor as revelações divinas? O poder da razão procede de Deus e constitui um grande aspecto distinto do que é o ser humano. É absurdo elogiar algumas qualidades outorgadas por Deus ao homem, ao mesmo tempo em que outras dessas qualidades são desprezadas.
    A Vontade de crer – Algumas pessoas, devido a suas atitudes religiosas básicas dispõem-se a acreditar em quase qualquer coisa. Essa tendência deveria ser disciplinada, e a razão é um meio de disciplina. Por outra parte, a razão pode confirmar, em vez de contradizer, a vontade de crer. Mas também há uma atitude cética que "não quer acreditar", não havendo evidências que consigam convencer a um individuo de que ele se acha na prisão de suas próprias dúvidas.
    A Fé Pode Transcender à Razão – Certas coisas não podem ser reconhecidas por meio da racionalidade. Às vezes, precisamos apelar para a fé, com base na intuição ou na revelação biblica. Por outro lado, a razão pode resguardar-nos de crenças tolas ou de um "pseudomisticismo" – O homem é um ser dotado de múltiplas capacidades, e todas elas podem ser usadas no desenvolvimento de sua espiritualidade. Não estaremos prestando a Deus um favor falando contra a razão, um dos seus preciosos dons aos homens. Também não estaremos cumprimentando a Deus se exagerarmos essa função humana ao ponto de terminarmos no ceticismo.
    Creio que o assunto é longo e poderíamos acrescentar mais informações no campo apologético sobre Fé x Razão, porém o espaço do blog é curto e também quero deixar espaço para que outros também acrescentem algo mais a este saudavel debate.

    Bibliografia:
    CHAMPLIN, R.N. – Enciclopédia de Biblia, Teologia e Filosofia – Vol. 1 – Candeia – SP 1997
    RICHARDSON, ALLAN – Apologética Cristã – Juerp – RJ 1991
    LITLLE, PAUL E. – Você pode explicar sua Fé? – Mundo Cristão SP 1985

    Pr. Ubirajara Quintino

  6. Me lembro de MOISÉS quando entendo as rasões de DEUS,muitos leem todo historia relativa dês do seu nascimento como uma historia de sofrimento, eu ja tenho uma visão ampla das razoes de DEUS ou seja não foi em vão que moisés foi resgato e criado pelo império do Egito. no caso Deus precisava preparar aquele homem, e nada melhor do os que veriam mais tarde a ser os seus oponentes, OU seja Noises foi um homem preparado de maneira intelectual também.
    Em toda parte da bíblia verificamos deus usando variados tipo de intelecto, a propiá fé pode ser aprica a qualquer coisa, e ai que entra o entendimento e discernimento, pra justamente não se aprica a FÉ de maneira equivocada.

  7. Olá.
    Há algum tempo acompanho o blog e
    gosto muito de todos os posts.
    Fiz um blog há alguns dias e já coloquei o link do pulpito cristão lá.
    Se não se importam, esse texto eu reproduzi no meu blog, mas com todos
    os direitos, fontes etc.
    Parabéns. Deus abençoe vocês.

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