Teologia da libertação: “Deus me livre!”

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Por Avelar Jr.
Há algum tempo, comprei uma Bíblia católica para poder ler os livros apócrifos (minha mãe tinha uma bíblia que era um alfarrábio, mas eu não tenho habilitação para dirigir guindaste para transportá-la para onde eu quiser), afinal, quando eu pretendesse discuti-los com alguém, seria natural ser perguntado sobre se já os li, e eu não podia dar a gafe de dizer que nunca os li, como faz muita gente “intelectual” que nunca leu a Bíblia e discorda dela. Então comprei a Edição Pastoral da Editora Paulus.

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Antes de comprá-la numa loja de paróquia, não pesquisei sobre a tradução e o conteúdo das notas. Olhei criteriosamente apenas a capa, azul, minha cor predileta, com desenhos amarelos. Eu achei-a bem bonitinha, pois as ilustrações rústicas remetiam a pinturas e mosaicos bizantinos em que todos os santos têm os olhos grandes e a cabeça bem redonda ou oval com uma auréola ainda mais redonda em torno dela. Ademais, por ser azul, a Bíblia combina com todo o meu guarda-roupa, pois minha mãe diz que eu só visto azul. Não deu outra: levei essa mesmo (e o preço também estava bom!).

Ao chegar em casa, percebi duas coisas: a) a linguagem da Bíblia é muito gostosa de ler, fácil de entender; é uma Bíblia realmente voltada para o povo, talvez por isso a capa também lembre literatura de cordel. b) as notas e comentários são capazes de levantar suas sobrancelhas às vezes – sabe aquela sensação de que o PSTU e o PT estão ensinado exegese bíblica para você e que você já leu a Bíblia muitas vezes e “não sabe de nada”? Pois é. Muito Teologia da Libertação, capaz de trazer um desafio e inclusive uma certa descontração no final do seu devocional.

Achei algumas anotações estranhas em relação ao texto e outras até muito à frente do Vaticano, e os livros vêm com subtítulos, alguns inusitados, que fazem você pensar nos comentaristas pelo excesso de criatividade e imaginação que desvelam (De onde os caras tiraram que a intenção do texto era essa? – perguntei-me várias vezes lendo as notas). Eles escreveriam blogs muito maneiros, mas estão se desperdiçando com tanta criatividade nas interpretações figurativas que alguns textos não oferecem.

Alguns subtítulos curiosos:

Josué: a terra é dom e conquista

Juízes: a dinâmica do processo histórico

Rute: a luta dos pobres pelo seu direito

Judite: a invencível força dos fracos (a mulher jejuava demais, acho eu que é por isso…)

2º Macabeus: a fé leva ao heroísmo

Eclesiastes: felicidade é viver o presente

Eclesiástico: a preservação da identidade do povo

Lamentações: o povo humilhado

Eu podia comparar essa Bíblia a uma conversa entre duas pessoas. Uma delas quer pregar a mensagem do evangelho para salvar sua alma, mas pensa em você, às vezes, como uma comunidade. A outra parece que quer mostrar para você que a Bíblia defende um governo de esquerda e que você é uma coletividade numa luta de classes, que inclui reforma agrária.

Ontem à noite, antes de dormir, eu li o trecho das Bodas de Caná. Mas, como não poderia deixar de ser, aproveitei para ler a nota esperando dar uma risadinha. Veja só o que ela dizia:

“[…] João relata este episódio por causa do seu aspecto simbólico: o casamento é o símbolo da união de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus a humanidade vive numa festa de casamento sem vinho. Maria, aliviando a situação constrangedora, simboliza a comunidade que nasce da fé em Jesus…” – É o típico momento “nonsense”, digno de um “Dã!”

Dá até para tirar várias lições práticas e reflexões interessantes aqui e acolá, mas o problema dos comentários é que às vezes trazem um sentido bastante diferente do que o autor do texto realmente pretende. No caso, o próprio João escreve no evangelho que confeccionou seu relato da vida de Jesus para que as pessoas creiam neste como o Filho de Deus, e, para que, pela fé neste Nome, tenham a vida eterna.

Sabedor disto, eu imagino um leitor da Bíblia acrítico, formado exclusivamente por comentários assim, viajando na maionese com interpretações simbólicas, algo que definitivamente não estava nos planos dos autores bíblicos quando quiseram apenas transmitir o testemunho de Jesus Cristo para a igreja (Jo 17.17; Hb 4.12; 2Tm 3.16-17; 2Pe 19-22).

As Escrituras não provém de particular interpretação, mas da inspiração do Espírito Santo; e é nesse prisma e sob a direção desse Autor e Intérprete que devem ser vistas. Portanto, ao ler comentários e notas de rodapé tenha muito cuidado. Busque sempre escutar o Mestre:

“Então Jesus disse a eles: ‘Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar na sua glória?’ Então, começando por Moisés e continuando por todos os Profetas, Jesus explicava para os discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele […] São estas as palavras que eu lhes falei, quando ainda estava com vocês: é preciso que se cumpra tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.’ Então Jesus abriu a mente deles para entenderem as Escrituras.”– Jo 24.25-27 e 44-45.

Bíblia Edição Pastoral – Paulus.

***
Postou Avelar Jr, após leitura da sua bíblia de capa azul, no Púlpito Cristão
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33 COMENTÁRIOS

  1. Penso que esses "enfeites" chamados de comentarios, que na minha opiniao eh desnecessario, sao apenas opinioes proprias de pessoas despreparadas. Nao precisa nada disso, a palavra de Deus eh o bastante… o que passa disso eh besteira. Eu ja vi comentarios numa biblia que fala de uso e costume, coisas que nao tem nada a ver com salvaçao. Acontece que hoje tem muitos interesseiros de plantao querendo ganhar dinheiro nas custas do povo "gospel"…cada dia aparece uma nova… eh biblia de anotaçao, biblia da mulher, do homem, da criança, do tio, do primo, do vovo…kkk CarolBarroso

  2. Eu creio na integralidade da missão da igreja, atuando como agente de transformação no mundo. Também creio na mordomia finaceira da igreja e no seu dever de ajudar aos mais necessitados. Discordo, porém, sempre que vejo um cristianismo marxista sendo pregado, onde a salvação perde seu teor metafísico, transformando-se em um processo histórico.

    Também ri dos subtítulos dados aos livros, que parecem só enxergar a luta de classes, e nada mais. Não penso que precisamos de eisegese para ensinar a igreja a ter compromisso social. Precisamos de amor, e de Cristo em nossos coraçoes. Só isso… Uma igreja que possui essas duas coisas, certamente fara um relevante serviço no mundo.

    Concluo dizendo que o maior perigo da missão integral é transformar-se naquilo que a teologia da libertação virou: Um marxismo cristão.

    Abraço aos debatedores. Vou ficar de olho nesse tópico. Um abraço pro Avelar também.

    Paz.

  3. Graça e Paz.

    Eu, por querer me aprofundar na defesa cristã protestante adquiri uma bíblia com tradução católica, o nome dela era Bíblia Ecumênica e realmente em comparação com a tradução J. F. de Almeida achei a leitura mais interessante.

    Cresceu o número de Bíblias de Estudos e realmente há alguns certos comentários em seus rodapés que soam estranhos ao Reino de Deus, porém como tal é este blog devemos sempre ter o espírito daqueles irmãos de Atos 17.

    "Examinem tudo, fiquem com o que é bom." I Ts 5.21

    Paz do Senhor.

  4. Cara, você tem que ser muito soberbo pra desprezar a TdL assim. Eu acredito que a salvação é integral e holistica e que além de espiritualmente transformar um indivíduo e dar-lhe vida eterna tem o corpo de Cristo como instrumento para transformar a realidade social de grupos e de indivíduos e proporcionar-lhes justiça social, igualdade, acesso a recusos, direitos humanos, enfim, a concretização do reino de Deus no plano fisico aqui e agora. Se você não trabalha pra promover o Reino de Deus aqui, meu irmão, você tá no caminho errado.

  5. Caro Avelar,

    Não menosprezando seu texto, mas acho que é pretenção demais encerrar a questão com um ensaio tão perto e superficial sobre a questão. Para ser bem curto (bem mesmo) eu diria que seu texto comete o que na Filosofia chamamos de "argumento do espantalho", ou seja, apresenta-se uma caricatura deformada ou incompleta (no seu caso, incompleta) daquilo que se pretende atacar e ataca.

    Na verdade, para ser mais sincero ainda, eu não entendi, ao ler o seu teto, o que te levou à conclusão de que a Teologia da Libertação é algo que se deve evitar. Um título mais fiel ao seu texto seria "Comentários de Rodapés de Bíblia: Deus me Livre".

    Sobre a Bíblia Edição Pastoral, ela é uma das minhas versões favoritas (atrás apenas da de Jerusalém). Fizeste uma boa escolha =)

    Abraço

    Eliel
    http://www.elielvieira.org

  6. Os católicos que "seguiam" a teologia da libertação lutaram pelo fim da ditadura, apoiou e deu início a vários movimentos sociais naquela época etc. Não vejo nenhum problema nisso!!!!
    Vejo problema qdo o cristianismo se torna um meio e não o fim.

    O que vejo percebo hj em dia, e que os evangélicos não discutem "política" (discorrer sobre políticas sociais, economicas, partidos, candidatos…)
    Muitos são massa de manobra de homens salafrários… Há muitos exemplos disso aqui no Rio de Janeiro.

    Mudei um poucode assunto… me perdoem.

  7. Eliel,

    Creio que não foi intenção do Avelar escrever um compêndio sobre a teologia da libertaçao. Também duvido que ele seja contra uma sociedade mais justa e fraterna. Ele foi claro no texto quanto àquilo que discorda.

    Mas, para não ficar só naquele ensaio, pretendo apresentar algumas objeçoes à T.L., as quais levantei durante uma pesquisa que fiz no ano de 2006:

    O ponto de partida para a elaboração da teologia da libertação segundo o peruano Gutiérrez, “é o esforço do ser humano para ser parte do processo através do qual o mundo será transformado”, o que faz da teologia da libertação mais um movimento político que um movimento netamente teológico. Tal ponto de partida deve ser contextual, com raízes na dimensão humana e política, e a teologia deve ser elaborada à partir de elucubrações sócio-políticas.

    A salvação, dentro da cosmovisão libertária, se resume em “um processo que abarca o homem e a história”, e o evangelho, em nossa época, deve ter uma transcrição e aplicação política. O encontro com Deus é descrito como “o compromisso com o processo histórico da humanidade”. Essa concepção de salvação talvez corresponda à idéia judaica de messianismo na época de Cristo, mas pouco tem a ver com o conceito tal como utilizado por Jesus e por Paulo. A responsabilidade social é um dever do cristão, mas a salvação não se restringe a essa responsabilidade: salvação significa perdão e cancelamento dos pecados cometidos contra Deus (Hebreus 9.28, 1João 3.5). Nesse processo de teologia libertária, a missão da igreja acaba por confundir-se com confrontamento político e adesão e exposição de idéias sociais, mas a missão do cristão, segundo a Bíblia, é proclamar que o filho de Deus ressuscitou e tem poder de perdoar pecados.

    Outra razao porque não "compro" teologia da libertação (ao menos o pacote completo), é que ela é, grosso modo, um movimento violento. Como disse, Rubem Alves, também teólogo libertário, “a violência se converte na força que move a história no caminho para conduzir à sociedade perfeita”. Em outras palavras, é justo empregar a violência contra a violência, pois neste caso, os fins justificam os meios. Ele também afirma que o “amor para os oprimidos significa cólera contra os opressores”. Como é difícil associar todo esse discurso com as palavras de Jesus no Sermão da Montanha!

  8. (continua…)

    Como o evangelicalismo deve responder a essa “revolução teológica”? É óbvio que o cristão não deve viver alienado de qualquer idéia política ou deva se conformar a uma mentalidade status quo. O problema é que, conforme temos exposto em tese, a tendência da teologia cristã é polarizar: Ou a experiência, ou a razão; ou a história, ou a fé; e no caso da Teologia da Libertação, ou o marxismo, ou não somos cristãos. Não é preciso polarizar para ter responsabilidade social, nem é preciso forçar a exegese ou fazer eisegese para defender pressupostos sociais.

    Devido à repressão ao movimento, hoje não há muitos grupos ou indivíduos que mantém a Teologia da Libertação. Atualmente o movimento se reduz a algumas “comunidades de base”, que tentam colocar em prática as idéias sociais da mesma, mas a influência nas faculdades ainda é grande.

    A teologia da libertária está fundamentada em uma postura na qual a presente práxis histórica se transforma em norma canônica para descobrir a vontade de Deus. Ao refletir algo parecido com a ética situacional, a teologia da libertação não pode escapar das mesmas acusações levantadas contra ela: moralidade relativista e pragmática. Ela foge totalmente a ortodoxia reformada, e não há nenhuma possibilidade de um crente evangélico sustentá-la sem cair em contradição, isso porque a “Sola Scriptura” não admite nenhum “somado a”, ou “junto com” (neste caso, o marxismo).

    Espero que a crítica seja de alguma ajuda. E lembre-se de que você está falando com um missionário, e que além disso, crê na proposta de um evangelismo integral, em que a igreja presta um serviço relevante à sua comunidade. Volta e meia batemos nessa tecla aqui no blog. Porém, não endosso a teologia libertária, e nem a compro (ao menos, não o pacote completo). Acho que não é batizando o marxismo e sacramentalizando-o, que conseguiremos nos ver livres das atuais mazelas.

    Grande abraço,

    Leonardo.

  9. Leonardo,

    Talvez eu até concorde com seu primeiro motivo para “não comprar” a TL, a saber, de que ela resume a salvação a processos históricos e sociais, à parte de qualquer revelação. Digo “talvez” porque minhas opiniões soteriológicas não estão (nunca estiveram, na verdade) definidas. Eu sempre estou refletindo nesta questão. Sinceramente já fui do Calvinismo ao Universalismo sem ainda encontrar um ponto fixo que não encontrasse problemas. Como não tenho pressa quanto a isto, continuo lendo e refletindo. Portanto “talvez” eu concorde com você – é um ponto a se pensar.

    Sua segunda justificativa, porém, eu não posso aceitar, pois ela enfrenta problemas muito graves a meu ver. Sua justificativa é de que a TL é um “movimento violento” que é difícil de ser associado com “as palavras de Jesus no Sermão da Montanha”. Você cita Rubem Alves ali.

    Primeiramente, eu já vários livros do Rubem Alves (que é meu escritor brasileiro favorito), já estive com ele pessoalmente, e não vi nele o que você transpareceu. Ele defende uma Teologia mais progressista, socialmente responsável, longe do poder opressor da sociedade. As citações por você parecem estar fora de seu contexto.

    Em segundo lugar, já que você não compra a TL por ela contradizer a mensagem de Jesus no Sermão do Monte, eu gostaria de saber (apesar de não fazer parte desta discussão específica) a sua opinião sobre as narrativas do AT de ordens genocidas por parte de Deus, uma vez que elas claramente contradizem as mensagens de Jesus no sermão da Montanha. Enquanto Jesus diz “ame seus inimigos”, Deus disse “extermine-os, e mate todos, inclusive crianças e mulheres”. Se não podemos abraçar nada que contradiga a mensagem de amor e paz do Sermão, como podemos aceitar o AT como divinamente inspirado?

    Ademais, deve-se colocar em foco que o marxismo não é um movimento cuja violência seja algo intrinsecamente necessário. A violência (até onde eu sei) é um mal necessário para levar o socialismo a cabo. É como Luke Skywalker e os demais revolucionários em Guerra nas Estrelas: para tirar o poder das mãos dos tiranos e dá-las ao povo, foi necessário matar, mentir, roubar. Não é violência simplesmente por violência. É um “mal necessário”.

    Por fim, eu escrevi acima como leigo. Eu não sou marxista nem sou adepto da TL (ainda?). Eu estou apenas questionando alguns pontos.

    Para enriquecer o debate, tomei liberdade de chamar à conversa um amigo meu que é cristão e militante marxista, Glauber Ataíde. Se ele vai participar aqui ou não, eu não sei rsrs.

    Abraço!

    Eliel
    http://www.elielvieira.org

  10. "As Escrituras não provém de particular interpretação, mas da inspiração do Espírito Santo…"

    Sim, pode ser que as Escrituras provenham de Deus. Mas ela é um livro. É um texto. E sendo assim, ela precisa ser lida e interpretada. E neste processo de leitura e interpretação, o método de interpretação e o fator subjetivo conduzem e norteiam essa tarefa.

    Cada um quer afirmar que a sua leitura é a correta, a "divina", a "inspirada". Para legitimar seu posicionamento, recorrem à tradição, mas se esquecem que a própria tradição surgiu no processo histórico.

    Assim, pretendem "congelar" o reflexo da marcha histórica porque pecam pela incompreensão do seu dinamismo.

    Aquele que considera fazer uma interpretação "neutra" ou "inspirada por Deus" das Escrituras apenas o diz por desconhecer ou não compreender seu próprio método de interpretação.

    Julga que não utiliza nenhum, e isso mostra o quão comprometido e subjugado está por ele.

    Pois quando o método é conscientemente aplicado, a interpretação também é muito mais consciente. E o materialismo histórico de Marx é um método de interpretação da história.

    Este debate sobre a teologia da libertação, portanto, nos leva a um debate sobre princípios metodológicos. A questão não é "ortodoxia" x "teologia da libertação". A questão está nas raízes.

    Mas isso, é claro, se a discussão se der no campo da razão. Porque se cada lado se arrogar estar carregando debaixo do braço a "verdade divina" entregue diretamente por Deus, é cada um para o seu lado e com a sua verdade divinamente "revelada" no processo de interpretação.

  11. Creio que a Igreja Católica Apostólica Romana não serve como paralelo comparativo para um cristianismo sério, uma vez que foi a primeira seita a oficializar as heresias, baseados em preceitos humanos(bulas papais), tradições históricas transmitidas de gerações a gerações, sem se importar se havia compatibilidade com o conteúdo bíblico.
    Como evangélicos protestantes, nossos protestos devem perdurar enquanto houver algo agressivo à sã doutrina e que distorçam o verdadeiro significado da Santa Palavra de Deus. Deveríamos nos manter como os eternos guardiões implacáveis do Evangelho Santo e Puro. Contudo, não é isso que estamos vivenciando hoje no mundo evangélico "protestante", uma vez que nos rendemos ao Marketing dos lucros fáceis na exploração comercial do evangelho. Nessa ótica o que importa é somente o lucro, fazendo o jogo sujo do sistema capitalista selvagem e podre.
    Quanto a Karl Marx e sua filosofia (teoria) estatizante totalitária, privilegiando a ascenção da classe operária ao poder, ao meu ver é página virada, não passou de um pesadelo, ela é e foi causa de muitas tragédias e desgraças para a humanidade.
    O comunismo conseguiu ser melhor somente do que o Nazismo(Poder da Extrema Direita) que conseguiu exterminar com muito mais pessoas e povos(Holocausto dos Judeus-Genocídio). Todas as formas de governo quer sejam de extrema direita ou de extrema esquerda são condenáveis, no sentido de que restrinjam os direitos e grantias elementares dos seres humanos de se auto-determinarem de acordo com suas vontades e convicções pessoais, sem ser manipulados ou alienados física e psicologicamente.
    Dizem inclusive que Marx teria se baseado para a formulação do sistema comunista na experiência cristã da igreja primitiva, onde todos vendiam tudo o que possuíam e depositavam aos pés dos apóstolos para que os administrassem e distribuíssem, de acordo com as necessidades de todos os membros da igreja.
    O interessante é que aquela situação não deve ter perdurado por muito tempo, e seus resultados também não foram satisfatórios, caso contrário teria revolucionado o mundo todo e até hoje estaríamos utilizando aquele sistema "perfeito".
    Concluindo: Não devemos misturar política com religião. Cada uma delas têm seus desígnios autônomos e até mesmo conflitantes, é como querer misturar óleo com água, jamais vai haver homogeneidade, muito pelo contrário, é causa de disputas e discórdias no meio da igreja de Deus.

  12. Eliel Vieira,

    Obrigado por convidar um amigo mais para este debate. A idéia aqui não é ganhar ou perder, mas compartilhar idéias e pontos de vista diferentes. É claro que o Glauber é bem-vindo aqui, e suas opiniões nos ajudarão bastante.

    Primeiramente, quero falar da necessidade de um ponto de partida, de uma base para nosso debate. No texto, está claro que esta base é a Bíblia e sua interpretação. Neste sentido, poderíamos dizer que a tese do ensaio (e do debate) é o desacordo entre o que “para nós” é uma interpretação bíblica saudável e honesta, e a confusão que os adeptos da T.L. (Em geral, mas não sempre) fazem quando decidem interpretar a bíblia com pressupostos alienígenas, ou seja, oriundos das humanidades, das ciências sociais e não da própria Bíblia.

    Ainda sobre a exegese, é importante ressaltar que um texto dificilmente terá hoje um significado diferente daquele que tinha na época em que foi escrito. Portanto, a primeira pergunta que devemos fazer é: “O que Paulo, Pedro ou Jesus estavam querendo dizer com estas palavras?”. Não podemos, sob nenhuma hipótese, arrancar as palavras de Jesus de seu contexto histórico sob pretexto de contextualizar o que se disse. Podemos, obviamente, relacionar o que foi dito, com nossos problemas contemporâneos em busca de princípios que nos oriente a viver no presente.

    Subsídio para a discussão: Entendendo a Teologia da Libertação

    Nas décadas de 60 e 70, o ambiente teológico da América Latina passou por sérias transformações. O ambiente no Brasil e na Argentina era de ditadura. Os teólogos que viveram esse período foram levados a formular uma teologia que fosse menos acadêmica e teórica, mais laica e prática, que pudesse sanar os problemas sociais e econômicos de então. Em meio a uma estrutura social em que um homem velho morre aos vinte e oito anos, onde quinhentos em cada mil crianças morrem antes de completar um ano de idade, onde os estudantes que protestam são torturados, e oitenta por cento da população vive com uma renda de oitenta dólares por ano, a voz revolucionária começou a clamar em favor das massas. Católicos romanos como Juan Luís Segundo, Hugo Assman e Gustavo Gutiérrez Merino, animados pela política mais aberta do Vaticano II; protestantes como Rubem Alves, Emílio Castro, José Míguez Bonino e o então missionário no Brasil, Richard Shaull, se empenharam em buscar uma teologia que pudesse resolver os conflitos sociais da América Ibero Hispana.
    As palavras chaves para entender essa teologia social são “revolução”, “libertação”, “exploração”, “dominação estrangeira”, “capitalismo” e “proletariado”. Qualquer semelhança com os conhecidos jargões do comunismo não é mera coincidência. Ele foi a maior fonte de inspiração e o impulso motor dessa nova tendência teológica.
    Sob a palavra “libertação”, não está subentendida a obra de Cristo por nós, e sim os ideais do marxismo. A palavra, dentro desse movimento teológico significa:

    1. Libertação política das pessoas e setores socialmente oprimidas.

    2. Libertação social para melhores condições de vida, uma mudança radical nas estrutura, resultante da criação contínua de uma nova maneira de ser e de uma revolução permanente.

    3. Libertação pedagógica para uma consciência crítica através do que o pedagogo brasileiro Paulo Freire chamou de “conscientização”, sendo o cerne dessa conscientização o despertar da consciência das massas miseráveis que vivem a cultura do silêncio, para se interarem da dominação social, política e econômica que lhes é imposta.

  13. (continuação…)

    Agora, analisemos:

    Não houve, no processo de elaboração da T.L., uma preocupação com “qual seria a correta interpretação” das Escrituras, e sim uma adaptação da mesma à problemática contemporânea. E não apenas isso, mas também uma rejeição de todo conteúdo que não endosse a luta armada. Por esta razão, todo aquele que envereda pela Teologia da Libertação, acaba por questionar a autoridade da Bíblia para questões de fé e prática; não há como ser bíblico e adepto dessa teologia. Neste sentido, a Bíblia se transforma em, no máximo, uma revelação complementar. O conteúdo essencial não será as Escrituras, mas o comunismo.

    Uma analise do processo histórico revelará que o movimento tem suas bases na emoção, no sentimento, no desejo de ver mudanças sociais, e pouca (ou nenhuma) preocupação com as Escrituras. O movimento também se opõe ao cristianismo ao subtrair da moralidade sua base absoluta, endossando ideologias pragmáticas onde “os fins justificam os meios”. Como você mesmo disse (citando para isso o clássico Star Wars): “para tirar o poder das mãos dos tiranos e dá-las ao povo, foi necessário matar, mentir, roubar. Não é violência simplesmente por violência. É um mal “necessário”. Tal postura contraria o espírito do evangelho! Ela está muito mais próxima do Islã do que do cristianismo (considerando que o Islã cresceu PELA espada, e o cristianismo cresceu SOB a espada – com exceções, óbvio).

    Quando falo da violência na obra de Rubem Alves, não quero dizer com isso que ele seja, em si, alguém violento. Contudo, ele (assim como a grande maioria dos teólogos libertários) não vê a violência como algo ruim. Para ele (e porque não dizer: Para a T.L.) não existe o problema da violência versus não-violência, e sim da “violência justificável” versus “violência injustificável”, uma vez que para a T.L., os fins justificam os meios. Os teólogos da libertação são tão obcecados com a luta armada, ao ponto de alguns considerarem Camilo Torres, sacerdote colombiano que morreu em um tiroteio como membro da guerrilha de Che Guevara, como o santo patrono da causa. O padre Camilo costumava dizer que “cada católico que não é revolucionário e não está do lado da revolução comete pecado mortal”.

    Jesus recusou-se a reinar neste mundo, e disse claramente que seu reino não era daqui. A salvação que ele promete está muito além da panacéia político-social; ela é metafísica, pós-morte, transcendente. É vida eterna, entende? A T.L. (se me permite a analogia), tem muito mais a ver com Barrabás do que com Jesus, uma vez que o primeiro, segundo a tradição cristã , era um dos Zelotes, grupo rebelde libertário que se opunha violentamente à dominação romana.

    Volto a dizer que a Teologia da Libertação não é de todo ruim. Contudo, grande parte do seu conteúdo eu rasgo (e sem nenhuma culpa!). A teologia deve servir ao cristianismo, ajudando a interpretá-lo e vivê-lo em sua essência. A T.L., no entanto, se serve do cristianismo (e não o serve) para dar as suas teses marxistas uma careta de religião.

    Com respeito à matança do AT (ordenada por Deus), você tem razão: Este não é o tema em questão. Já debati o tema antes, e não tenho dificuldades quanto a isso. Apenas me reservo o direito de não abordá-lo agora para não confundir as pessoas. Contudo, tente pensar da seguinte forma: Deus é o dono das vidas; ele dá e ele tira. As nações destruídas no episódio do Êxodo tiveram 430 anos para se arrependerem, o que é mais do que foi dado à geração antidiluviana. O modo usual como Deus executava seus juízos sobre as nações era trazendo outra nação sobre elas. Vemos o mesmo acontecer, porém na direção oposta, quando Assíria domina os judeus (e posteriormente Babilônia). Algum dia podemos conversar sobre o tema. Para mim, será um prazer.

    Em paz,

    Leonardo.

  14. Nossa Eu fiquei assustado com essa T.L.
    Nunca tinha ouvido falar nisso, Não consegui entender como Cristãos autênticos, possam usar a bíblia como se fosse o Alcorão e nela enxergar motivos para matar.
    Nossa Essa é nova…..Tô com medo….rsrs

    Me lembrei de quando Jesus foi preso e Pedro puxa uma espada e fere o servo do Sumo Sarcedote, Jesus imediatamente dz: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
    Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?

    Fiquem na Paz do Senhor e sem Armas…rsrs

  15. Leonardo,

    Eu não vou entrar detalhadamente nos muitíssimos pontos que você levantou, antes fazer apenas algumas considerações.

    O fato de Jesus não ter "aceitado" reinar aqui não significa absolutamente nada. Em primeiro lugar, pois a tal negação poderia ser simplesmente proposital para aquele tempo ("não vos compete saber os tempos"). Em segundo lugar, Apocalipse dá uma idéia MUITO maior de Reino AQUI (neste planeta) do que um Reino "nos céus". Lembre-se que vamos passar um milênio aqui tratando e cuidando do planeta, concertando-o e, no fim das contas, é a Jerusalém que desce nos céus para a terra, não o contrário. "Céus" era apenas um pensamento comum das pessoas, que foi empregado algumas vezes na Bíblia para tentar explicar a grandeza da "vida eterna". Se este for o caso, a salvação é mais "terrena" do que se imagina. Aliás, se for o contrário, porque devo cuidar do planeta, economizar água e os recursos naturais? Se isto tudo aqui vai ser destruído e não tem propósito algum, pra que me preocupar?

    Teologicamente falando, o Reino de Jesus pode ser aqui sim. Aliás, este me parece ser o caso mais provável.

    Um outro ponto que discordo é você dizer que há uma contradição entre os "meios algumas vezes usados" (como matar, mentir e roubar) com "a postura do Evangelho". Vou te dar um caso para você refletir, caso em que as mentirosas foram os agraciadas por Deus, exatamente por terem mentido.

    Quando Israel ainda era escravo no Egito, algo começou a preocupar Faraó: Israel se multiplicava e crescia rapidamente. Faráó então deu uma ordem às parterias egípcias: "Quando as crianças nascerem, se forem meninos, vocês matam; se forem meninas, vocês deixam viver". As parteiras temeram fazer isto, e começaram a deixar os meninos viver. Faraó então veio às parteiras e as perguntou a razão dos meninos continuarem com vida. Elas lhe responderam que as mulheres de Israel eram fortes, e que quando elas chegavam para fazer o parto, as crianças já haviam nascido. Ou seja: mentiram para salvar as crianças. Logo a seguir o texto bíblico diz que Deus abençoou as parteiras, pela atitude delas.

    Digamos que para salvar sua esposa (ou alguém próximo a você) de um sequestro você precisa mentir sobre ter o dinheiro em mãos (para poder chegar ao esconderijo) e que para salvá-la você tenha que matar os dois sequestradores. Ora, você não estará agindo como qualquer mentiroso ou qualquer matador, neste caso seus fins (seus objetivos) justificam os meios usados.

    Portanto não é de forma alguma moralmente incorreto alguém matar com o objetivo de libertar uma pessoa, ou um mundo inteiro. Moralmente incorreto seria matar por benefício próprio, mas este não é o caso da TL (lembrando aqui que nenhum adepto da TL já pegou em armas… estamos APENAS em suposições). Deus mesmo matou crianças inocentes por algum objetivo em mente, não é. Deus deu 400 anos para os cananeus se arrependerem, mas de acordo com a interpretação literal da Bíblia as crianças que tinham 2 meses foram aniquiladas do mesmo jeito.

    Para finalizar, eu gostaria de deixar claro que eu não aprovo a disposição daqueles em pegar armas para objetivos revolucionários. (Da mesma forma como eu também não acho que Deus mandou matar, mas é outro debate aqyu). Eu apenas quis mostrar que sua análise acima peca em alguns pontos, ainda mais por pressupor que o socialismo é algo ruim (você apenas pressupôs isto, sem apresentar sustentação).

    Abraço

    Eliel

  16. Eliel,

    Você não quer, mas "deveria". Deveria digerir cada objeção levantada contra a T.L., considerando a força total do argumento, e não somente aquela parte que parece mais débil. A T.L. não reflete o espírito de Jesus e dos evangelhos (esta foi a tese), e a idéia de reino futuro foi apenas um corolário.

    Refute a tese.

    Com respeito ao Reino, ele é tanto uma manifestaçao presente (está entre vós), como uma manifestaçao futura. No tempo presente, a igreja é a representação deste reino, atuando com justiça e refletindo o caráter e as intençoes de Cristo. No futuro, este reino será a consumação do beneplácito divino, uma teocracia.

    Quando Jesus disse: "o meu reino não é deste mundo", o que ele queria dizer é que seu reino não segue os padroes deste mundo. Seu reino "não vem com aparencia exterior". Do mesmo modo que dizer que nós não somos do mundo não significa, necessariamente, que somos ETs. Desculpa não ser específico quanto à idéia de reino "já" e "não ainda". Só achei que você estava familiarizado com o tema. Me enganei…

    Em terceiro lugar, seu contraponto está baseado no modelo ético situacional, e não na bíblia. Ante o Deus bíblico, mentira é mentira e fim de papo. É por essa razão que eu digo que não dá pra sustentar a T.L. em todas as suas nuances, e ainda assim ser fiel às escrituras. Ela pode se sustentar como "teologia filosófica" que se projeta para além dos limites bíblicos, mas jamais como expressão autêntica do pensamento cristão.

    Há uma grande diferença entre nós, e que reflete no nosso pensamento. Seus heróis são Marx, Che Guevara e talvez o "cristão" Dietrich Bonhoeffer, pastor alemão executado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial por participar de um complô contra a vida de Hitler. Meu herói é Cristo.

    Em paz,

    Leonardo.

  17. Leonardo,

    Eu não tenho a obrigação de refutar nada, uma vez que não estou afirmando nem negando nada. Eu estou questionando, refletindo sobre suas palavras. Vi erros nela, e levantei questionamentos. Agora, para tal eu não preciso refutar a sua "tese". Mesmo porque, mesmo se eu quisesse, eu não tenho tempo para isto.

    Você você dizer que meus heróis são Marx e Guevara… bem, você foi bastante infeliz. Eu jamais disse isso. E não estou sendo evasivo: eles verdadeiramente não são meus "heróis". Guevara eu não conheço, para mim "não fede nem cheira"; Marx foi um grande filósofo, que criou a mais conceituada filosofia social já existente, mas não é para mim nada mais que isto. Bonhoeffer talvez seja sim um dos meus "heróis" – aqueles que nos inspiram (assim como foi Madre Tereza, Lutherking, Gandhi, e o próprio Jesus).

    Mas, como eu disse, eu estou aqui apenas perguntando e questionando – não estou afirmando nada. Quem está afirmando é você, portanto, cabe a você (e não a mim) o ônus da prova e da refutação.

    Eliel

  18. Eliel, meu amigo.

    Se não tens tempo para um debate sadio, não deveria ter começado essa discussão. Também não tenho tempo pra esbanjar (meu tempo é ouro). Editar este blog dá trabalho, e as tarefas da igreja também consomem muito o meu tempo. Esta é a razão porque, há tempos, não participo de debates neste blog (apenas modero comentários). Esta discussão contigo foi uma exceção. Decidi assim por pensar que valheria a pena discutir com você.

    Ainda falando sobre heróis: Percebe a diferença que eu quero te mostar? Ora, Luther King, Ghandi, Madre Tereza e Jesus jamais apoiariam a tentativa de assassinato planejada por Dietrich Bonhoeffer. A estratégia do King era ir pra rua tomar porrada pra chamar a atenção da mídia e demonstrar de que lado estavam realmente os monstros. Ghandi fez uma revolução não-violenta na India. Jesus, quando Pedro cortou a orelha do soldado Malco, o repreendeu. Estes líderes jamais entrariam nas trincheiras para lutar ao lado dos "libertários", instaurando a paz por meio do temor, a igualdade através da segregação e discursando sobre humanitarismo enquanto assassinam todos os que lhes são contrários.

    A T.L. saiu dos trilhos à tempos. Só não enxerga quem não quer.

    Grande abraço,

    Leonardo.

  19. sabe resumindo essa discusão!!
    O Pai procura adoradores q O adorem em espírito e verdade.
    vamos ficar no simples,pq Jesus nunca complicou nada
    Ele disse IDE POR TODO MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA
    É o q está falatando muita conversa e pouca atitude
    A SEARA ESTA ,NESTE TEMPO está( branquissima)

    Eze 3:18 – Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.

    É com isso q devemos nos preocupar,muito blá blá blá
    as vezes penso q alguns pensam q o diabo está descansando em alguma rede,tudo q jesus fez ,os discípulo fizeram,e nós?
    como eu digo e aí o tempo foi passando e veio as heresias,e os costumes e os q eram pra estar fazendo o trabalho q Ele nos confiou,estão discutindo o que?
    o q tem q ser falado é q muitos estão indo em passos largos parao abismo e os "crentes" nem aí
    há sabe de uma coisa? teriamos já ganho muitos católicos e de tnts outrs seitas se os "evangélicos" estivesse dando testemunho de verdadeiros cristão,como foram chamados lá em Atos,pq? se pareciam com Cristo
    fl:4,9
    menbros,obreiros,pastores e outros mais,envergonhando o evangélho do Reino,fazendo da casa de oração lugar de comércio.
    tenho uma vizinha q é católica eu evangelizo há muito tempo,qnd ela estava começando a assistir um pr pela tv,ficou decepcionada,e não assiste mais,pra trazer é uma luta ,mais para afastar!!!
    por q não foi só ela não ,muitos ficaram assim .
    e qnt a Bíblia católica,não tenho ,mais os "evangélicos estão copiando muitas coisas,ex:
    as indulgência,o "cobrar" orações bem sutil ,mais só com a direção do Espírito Santo q podemos discernir,ou vcs pensam q foi de uma hora pra outra q eles começaram? não, uma vez foi as indulgência,batismo de criança,velas ,oração para os mortos ,Maria intercessora,e assim vai ,os evangélicos q tomem cuidado estão entrando por um caminho MUITO perigoso
    Gal 6:7 – Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.

  20. Se a Edição Pastoral fosse evangélica, poderia se chamar "Bíblia de Estudo Marxista" ou "Bíblia de Estudo do MST".

    É interessante notar que foi a ICR que inventou o conceito de "Bíblia de Estudo".

    ***

    Eliel, a Bíblia não é nem marxista nem capitalista. Ela trata sobre como os cristãos devem viver neste sistema mundial enquanto Deus não o substitui pelo seu Reino.

    O marxismo é uma versão secularizada do cristianismo, assim como a democracia. A diferença é que o marxismo se tornou uma verdadeira religião secular que exclui o cristianismo. Por isso os Estados que aderiram ao comunismo são hostis aos grupos cristãos.

    Assim, misturar o cristianismo com marxismo é tão incompatível, corrompedor e fasificador quanto misturar o cristianismo com práticas do candoblé, espiritismo e Nova Era que a Igreja Universal e outras vêm fazendo. Temos que escolher sermos cristãos OU marxistas.

    ***

    Glauber, existem parâmetros de interpretação de Bíblia e de qualquer texto ou discurso.

    A tradução mais exata é "não assassinarás". Nem toda execução é um assassinato. Como Soberano, Deus possui autoridade para decretar penas de morte, incluindo morte eterna.

    Hoje as pessoas mal conseguem aceitar Deus como Criador, muito menos como Soberano.

    ***

    atos17.blogspot.com

    ***

  21. Caro Eliel,

    O texto foi originalmente publicado no meu blog, e, por ser um blog pessoal, eu não tenho a pretensão de esgotar assunto algum, até porque acho que meus leitores não querem isto quando vão ler um blog, caso em que buscariam livros.

    Quanto a parecer um “argumento do espantalho”, compreendo que isso decorre de que meu estilo normalmente é leve, humorístico (pode ser sem graça, mas a idéia é passar algo de forma descontraída, não acadêmica) e voltado para pessoas que dispõem de pouco tempo (porque é um problema que eu também tenho). Então, eu busco o essencial de um assunto, ou minha opinião, e tento escrever em poucas linhas (ex.: tal coisa é algo que considero recomendável ou não, e até que ponto?).

    Deve-se evitar a Teologia da Libertação, na minha opinião, porque, como tantas outras “teologias”, é outra visão parcial, idiossincrática, que não se importa em pregar que a mensagem do evangelho da cruz é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16; 1 Co 15.1-19), dessa forma foge à essência da igreja cristã. O cerne da TL é basicamente político-social, não messiânico-espiritual-teológico. “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” – Ap. 19.10 “in fine”.

    As notas da Bíblia em apreço são expressão da Teologia da Libertação. E, no geral, degeneram a mensagem das Escrituras com comentários puramente secularizados, que não transmitem a pregação dos apóstolos e profetas a respeito do Salvador, trazendo idéias não pretendidas pelos autores e não harmônicas ao texto, quando visto no contexto.

    Isto me leva a não ver com bons olhos a Teologia da Libertação, especialmente quando diz a quê o texto se propõe ou o que ele ensina, por não vê-la como bíblica, ortodoxa, e preocupada também com a glória de Deus, mas apenas como uma releitura crítica, política e pontual a mais, como dezenas de outras tantas.

    Creio que se a igreja vive a mensagem de Cristo, não precisa de teologias e mais teologias e “interpretações criativas”.

    Obrigado pela crítica. : ]

    E concordo que a linguagem da tradução da Bíblia é bem legalzinha: apesar de ter lido apenas uma pequena parte dela e de já ter achado um erro de paralelismo no livro de Jeremias.

    Abraço!

  22. O marxismo é uma versão secularizada do cristianismo? Valha-me Deus! O fato de residir muita ou alguma generosidade no marxismo não o torna uma versão do cristianismo. Assim como a caridade dos espíritas não transforma o espiritismo em cristão.

    A prática da caridade, da generosidade e do amor cristãos prescindem do marxismo.

    Particularmente, quando compro uma Bíblia comentada, leio antes diversos comentários. E minha experiência tem me afastado de certas edições, de estudo, pastorais, e as ditas de linguagem de hoje. Logo, compreendo o risco de comprar Bíblias comentadas pela cor da capa. Mas, como querias só o texto bíblico, abstrai o resto…

    A propósito, a TL não é teologia católica, embora seja teologia de alguns teólogos católicos… (e também de alguns protestantes).

  23. A teologia da libertação tem muitas coisas boas para nos ensinar com algumas ressalvas. O fato é que aqui no brasil fomos ensinados com influencia das Igrejas históricas que absorveram o capitalismo de Calvino. Além da nefasta influencia fundamentalista dos E.U.A. que financiaram dois terços de todas as guerras do século XX.
    A lei de Moisés é totalmente voltada para o social, de 7 em 7 anos a alforria de escravos era obrigatória, no 50 ano todas as dividas eram perdoadas. as terras eram divididas por faMILIAS. jESUS NÃO PREGOU TEOLOGIA PROSPERIDADE, DISSE QUE O FILHO DO HOMEM NÃO TINHA ONDE RECLINAR A CABEÇA

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