Onde está a igreja de que promove o reino com atitudes?

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Por João B. Cruzué

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Este texto é baseado em um caso real.

Certa família humilde passava por graves privações. E a comunidade cristã tradicional, próxima, não se apercebeu.

Então, um senhor espírita se aproximou; esforçou-se e arranjou um emprego para o pai daquela família. Com o passar do tempo as privações se foram, os filhos se graduaram tornaram-se prósperos e, naturalmente, espíritas.

Quando o Senhor Jesus mostrou para o doutor da Lei quem era o “próximo” do homem ferido pelos ladrões, na parábola, referiu-se a um samaritano. Um homem de um povo estranho transportado de longe por Nabucodonosor, para as terras de Israel. Cristo confrontava uma religiosidade desprovida de compaixão. E compaixão significa estar atento às necessidades do próximo. Nossas mãos a serviço dos olhos do SENHOR.

Eu fico meditando: O que estamos vendo no meio evangélico é bem parecido com o relato da parabóla. Muitas palavras e poucas atitudes. Muitos críticos e poucos “samaritanos”. Muito individualismo e pouca solidariedade. Muitas palestras, escolas de liderança e poucos mestres em SERVIR.

E diante de tudo isso, como falar do amor de Deus para quem só conheceu a generosidade de “Samaritanos”? É, você e eu temos mesmo muito a melhorar!

***

Joao Cruzué é um dos pioneiros da blogosfera cristã evangélica, e há anos edita o excelente blog Olhar Cristão. Título original: A parábola do bom samaritano contextualizada.

Clique na imagem acima e conheça este importante projeto social, realizado pelos missionários em Piura – Peru
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7 COMENTÁRIOS

  1. Este texto veio bem a calhar com a situação vivida pelas igrejas evangélicas, em que o trabalho de assistência social é bastante incipiente. Os líderes, na maioria das vezes, preocupam-se em arrecadar dízimos e ofertas, que são devidos, e até mesmo o que não tem base bíblica, como os trízimos e outros absurdos.
    As igrejas hoje, com raríssimas exceções, estão preocupadas somente com o "Venha a nós", para o "Vosso Reino" nada.
    Os líderes das igrejas deveriam ser mais altruístas(desapegados às coisas materiais) e passarem a prestar assistência aos menos favorecidos pela sorte, inaugurando Centros de Promoção Humana, investindo pesado em abrigos, asilos, orfanatos, hospitais, enfim…
    Se isso for feito, ao invés do descrédito perante a sociedade, com os escândalos sussecivos, poderiam se orgulhar em acumular bençãos de Deus e elogios e respeito da opinião pública.

  2. Congrego numa igreja onde o pastor presidente ganha 20 (vinte) salários mínimos + casa + comida + combustível (fora o bafo, como dizia o saudoso Mussum).

    Enquanto isso (não na sala da Justiça) em Moçambique, nossa missionária tem que se virar com 2 (dois) salários mínimos [que segundo a cúpula missionária é mais que suficiente para 4 (quatro) pessoas], de onde tira não só o sustento como usa-os na ajuda aos necessitados de lá. Não fossem os "subversivos", que em segredo contribuem com ela, não sei o que seria da mesma. Já teve umas 6 (seis) malárias.

    Enquanto isso (não na sala de Justiça), toda e qualquer ajuda aos "domésticos da fé" vem de "ofertas" no culto, pois tirar dinheiro da tesouraria para isso é o mesmo que tirar leite de pedra.

    Enquanto isso (não na sala de Justiça), os "outros" (na visão fundamentalista: pecadores, idólatras, iníquos, infiéis, espíritas, macumbeiros) estão ajudando os necessitados.

    A igreja (sem generalizar) é um corpo que padece da falta de alguns membros. Falta-lhe o "braço social" enquanto sobram os "braços políticos", falta-lhe as pernas que correm para fazer "justiça" enquanto sobram as pernas "cruzadas". Falta-lhe a cabeça que é Cristo enquanto sobram "cabeças de vento", falta-lhe corações de "carne" e sobram corações de "pedra".

    Que Deus possa tirar as traves dos olhos daqueles que lideram (por vezes com mão-de-ferro e não como servos) para que vejam e sintam qual é o papel da igreja nesta terra.

    Soli Deo Glória

  3. Um sujeito pode passar dez anos sendo vizinho ou colega de trabalho de certos evangélicos sem que estes nem sequer olhem para ele.

    Mas basta esse sujeito ser ajudado por um grupo religioso não-evangélico para que estes de repente virarem seus "melhores amigos"…

    atos17.blogspot.com

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