Sobre a movimentação dos cristãos evangélicos em direção a movimentos informais, emergentes e paraeclesiásticos

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Por Humberto Ramos

Diante da constante movimentação dos cristãos evangélicos em direção a movimentos informais, alguns chamados de igrejas emergentes, ou apenas grupos que se reúnem em casas, nasce a preocupação, às vezes sincera e boa, por parte dos que decidiram debaixo das asas das igrejas institucionalizadas.

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que na maioria dos casos a falta de diálogo é que não permite que “quem vai” e “quem fica” entendam suas razões mutuamente.

E o argumento mais “forte” daqueles que optam por permanecer na igreja institucionalizada é que, a despeito das diferenças existentes, quem sai à procura de novas formas futuramente haverá de se decepcionar também com seu novo grupo.

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Quem assim diz não está errado, mas também não acertou em cheio o cerne da questão. Pois, a bem da verdade, irão se decepcionar aqueles que, como hábito constante em suas vidas, vivem pulando de galho em galho em busca de novidades e modismos. No entanto, e agora falo como um que optou pela saída, há aqueles que decidiram tomar um novo rumo tocados muito mais pelo conteúdo do que pela própria forma.

Não que a forma não seja importante. Ela é e muito! Afinal, não se deve pôr vinho (conteúdo) novo e odres (formas) velhos. Jesus quem advertiu! Nem remendo novo em pano velho. Definitivamente, não funciona!

Continuando, a falta de diálogo, ou mesmo de interesse em entender o “novo” é que não permite a muitos perceber que o “novo” anunciado pode ser o bom e velho de sempre: o Evangelho! Que é sempre Boas Novas pra quem quer que o aceite.

Sugiro então que haja diálogo e total interesse em amor, a fim de todos possamos nos compreender! E mais: respeitar uns aos outros como irmãos apesar de nossas escolhas distintas. No mais, quem sabe eu ainda escreva as razões pelas quais a muito tempo eu queria saltar rumo ao “novo”?

***
Humberto Ramos é editor do blog Visão Integral e colaborador do Púlpito Cristão

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9 COMENTÁRIOS

  1. Oi, Léo!

    Tudo bonzinho?

    Depois(?) de longo e tenebroso verão volto a postar nessas paragens…:)

    Muito boa essa postagem que até me fez lembrar de uma semelhante da autoria do meu filho e que coloquei meses atrás no meu blog.

    Não vejo nenhum erro nessa dinâmica. Pelo contrário! Esse lance de ter frustração, ou decepção, ou dúvida, ou desconfiança, é um importante exercício para se atingir a lucidez.

    Aliás, para quem, DE FATO, tem sede de Deus e consequente vontade de acertar na vida RELACIONAL, essa movimentação pode ser muito saudável e até te digo que nem preciso sair pesquisando por aí pois tenho exemplos de meus dois filhos mais velhos cujo chamado se deu ainda na adolescência em meio a um turbilhão de mudanças drásticas (dentro da realidade de uma família católica) acontecendo justamente nessa fase naturalmente conturbada da adolescência, onde os mesmos amadureceram na porrada. (No meu blog intimista rss tem muito a esse respeito).

    Sem querer me estender demais, até porque engloba mais de uma década de RICAS experiências, faço apenas um apanhado geral onde um deles inicia como músico (ele toca baixo) e nem demora em se afastar por ir de encontro ao tradicionalismo; o outro,(baterista) por sua vez, logo se liga em "revelamentos" toscos travestidos de pregações e, incomodado, trata de tirar o time de campo.

    Então se dá uma trajetória que finda por impulsioná-los ao desenvolvimento de um senso crítico apurado, de uma percepção mais ampla, de um discernimento e perspicácia aguçados, simplesmente devido a esse aprendizado, pois que tudo na vida não passa de aprendizado e este só vem com experiências PESSOAIS.

    O certo é que esse lance de receber kit religioso, botar entre as perninhas e sair andando conforme a pregação fica pra quem tem preguiça de PENSAR.

    Por outro lado, essa visão crítica que impede a estagnação me leva automaticamente à reflexão do oposto onde alguns, em equívoco totalmente ABSURDO, não sei se por preguiça, medo ou acomodação conveniente, se fecham em seu mundinho religioso – Espaço físico mesmo!- como se lá estivesse a total garantia de salvação. Confesso que, no mundo dito cristão, onde se usa o nome de Jesus, isso me incomoda pra caramba, primeiro porque vai de encontro com o Evangelho e segundo porque é onde se vê mais gente entregue a seus líderes, às suas denominações, à história da sua própria igreja como se todo esse pacote fosse pressuposto de vida eterna.

    De muita relevância/urgência essa reflexão do Humberto Ramos!

    Abs…

    R.

  2. …traigo
    sangre
    de
    la
    tarde
    herida
    en
    la
    mano
    y
    una
    vela
    de
    mi
    corazón
    para
    invitarte
    y
    darte
    este
    alma
    que
    viene
    para
    compartir
    contigo
    tu
    bello
    blog
    con
    un
    ramillete
    de
    oro
    y
    claveles
    dentro…

    desde mis
    HORAS ROTAS
    Y AULA DE PAZ

    TE SIGO TU BLOG

    CON saludos de la luna al
    reflejarse en el mar de la
    poesía…

    AFECTUOSAMENTE:
    PULPITO CRISTAO

    ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CABALLO, LA CONQUISTA DE AMERICA CRISOL Y EL DE CREPUSCULO.

    José
    ramón…

  3. Faço coro com o autor do texto acima, que as "Boas Novas" da Sã Doutrina prevaleça sobre as "inovações" que são produto da fertil mente humana, sujeita a manipulações de acordo com seus interesses individuais, na maioria das vezes, mesquinhos e egoístas.
    No frigir dos ovos, esses demagogos hereges correrão grande risco de serem desmascarados, uma vez que estão gerando filhos adulterinos, carnais, os quais se voltarão contra eles, como se pode notar com a ocorrência de diversas ações na justiça em que "as vítimas" pedem o ressarcimento de bens expoliados pelas ações dos estelionatários travestidos de "Ungidos de Deus".
    Aquelas pessoas que procuram por "milagres de prosperidade" são tão culpadas quanto os "espertalhões", pois isto ocorre em vários outros delitos. Por exemplo: Se não houvessem os viciados em drogas, não haveria os traficantes; se não houvesse a prostituta, não haveria o adultero(se bem que adultério há muito deixou de figurar como crime no Código Penal), mas perante a Lei de Deus ainda continua sendo um fato reprovável e que nos destitui da Vida Eterna. Poderíamos descerrar um ról interminável de situações em que a "vítima" deu azo à ação do autor do delito, mas este não é o nosso escopo, queremos somente alertar os desavisados que "não deem sopa ao azar", procurem ler as escrituras, pedir o entendimento do Espírito Santo que os ilumine e parem de andar de galho em galho, procurando por "pastores abençoados", "igrejas avivadas", mire-se em Jesus somente, mesmo porque não existe igreja perfeita ou algum lider espiritual perfeito, todos somos pecadores que carecemos da miséricórdia de Deus.
    Alerto ainda, finalmente, que a pessoa tem o livre arbítrio para seguir o caminho que quiser, se você quer ser rico, milhonário, gozar de todas as benesses que o dinheiro pode lhe dar nesta vida. Ótimo, siga esse caminho!!! Porém, não o procure na Igreja de Deus, porque você não será satisfeito. Sugiro que você procure tais coisas no ocultismo, no satanismo ou coisa que o valha, faça pacto com o diabo e suas entidades malígnas que você será muito bem sucedido economicamente.
    Não há como ser diferente, porque não há meio termo:"Você não pode amar a Deus e as riquezas ao mesmo tempo". Isto é idolátria, onde estiver o teu tesouro, alí estará o teu coração. O tesouro do cristão está nas coisas espirituais, quem pregar ao contrário não está a serviço de Deus.

  4. É compreensível que as pessoas queiram distância dos abusos de autoridade que ocorrem nas organizações religiosas, que cometem este e muitos outros erros graves.

    O livro "Feridos em nome de Deus" e diversos sites tratam de abusos de autoridade religiosa que ocorrem muito no meio evangélico.

    Entretanto, é importante compreender que o problema das organizações religiosas não é o fato de estarem organizadas, mas sim o afastamento dos princípios bíblicos.

    Como o Humberto Ramos escreveu, essas pessoas vão se decepcionar. Esses grupos informais também possuem limitações e são vulneráveis a abusos e distorções. Provavelmente são ainda mais limitados e vulneráveis que grupos formais.

    Além disso, essas pessoas levam para seus grupos informais sua recusa da responsabilidade, sua falta de perseverança e sua inabilidade de dialogar. São como aqueles que se divorciam pela quinta vez, sempre acusando seus ex-cônjuges e nunca assumindo a responsabilidade de mudar.

    Muitos professos cristãos recusam não apenas o autoritarismo religioso, mas toda e qualquer autoridade espiritual e restrição, ainda que seja bíblica. Dizem estar "em busca da liberdade cristã", mas na realidade estão "em fuga da responsabilidade cristã".

    Para serem cumpridos (ou plenamente cumpridos), diversos mandamentos bíblicos exigem que os cristãos se organizem para cooperação e apoio mútuo e aceitem autoridade espiritual. Não apenas local, mas também de longo alcance.

    Assim, aqueles que querem ser cristãos sem se comprometerem com nenhum grupo estão selecionando os mandamentos que querem "obedecer". O que Jesus e os apóstolos lhes diriam?

    Todos concordam que temos que fazer nosso melhor e nosso máximo para Deus. E só podemos de fato fazer nosso máximo e nosso melhor em conjunto.

    Apenas precisamos todos estudar a fundo a Bíblia e amadurecer espiritualmente de modo a absorver o modo de pensar das Escrituras e desenvolver autonomia (não rebeldia) para:

    1- Diferenciar autoridade de autoritarismo e abuso de autoridade;

    2- Diferenciar submissão de subserviência;

    3- Ter sempre em mente que a organização religiosa é apenas um veículo para servirmos plenamente a Deus e não o alvo de nossa adoração, um meio e não um fim em si mesmo;

    4- Nunca esquecer que os dirigentes são humanos comuns, falíveis e limitados como nós, que são apenas nossos ajudantes e não intermediários entre nós e Deus. Devem ser respeitados, mas nunca reverenciados e idealizados;

    5- Em suma, para sermos responsáveis no verdadeiro sentido da palavra.

    Ah, mas quem quer ser responsável, não é mesmo?

    atos17.blogspot.com

    ***

  5. Prezado irmão Humberto Ramos
    Nada a acrescentar no seu post pois, ao escrevê-lo, tenho a certeza, estavas divinamente inspirado.
    Que Deus continue te abençoando.
    Ah, já sou um seguidor de seu blog Visão Integral.
    Paz!

  6. "É compreensível que as pessoas queiram distância dos abusos de autoridade que ocorrem nas organizações religiosas, que cometem este e muitos outros erros graves […] Entretanto, é importante compreender que o problema das organizações religiosas não está no o fato de estarem organizadas, mas sim no afastamento dos princípios bíblicos". (Emerson Luís)

    BEM-DITO! Está na moda se "desinstitucionalizar", e alguns falam disso como se esta fosse a soluçao para as heresias e abusos cometidos no nosso meio. Este argumento é muito simplista!

    Acho legitima a busca dos paraeclesiásticos e dos emergentes (Emergentes com E maiúsculo, e nao esses "picaretólogos" que andam por aí. Falo dos emergentes como Driscoll, por exemplo, que combinam doutrina com abordagem contemporânea – dem perder o foco). Porém, quando os desistitucionalizados começam a fazer discursos tipo "saia da matrix", sinto um "revertério" no estômago… Sinto pena… sério, porque vejo que eles, apesar do discurso libertário, continuam sendo umas marionetes (com raras exceçoes).

    A soluçao para a problemática da igreja contemporanea nao está em um movimento paraeclesiástico… nao está em deixar uma denominaçao tradicional, e sim em VOLTAR AO EVANGELHO. Sem este desejo, toda busca será vazia.

    Mas isso nao é uma crítica ao texto do meu mano Beto. O texto eu endosso… Respeito muitos destes novos movimentos, e nao escondo minha admiraçao por certas formas "diferentes" de liturgia crista. Minha crítica se dirige àqueles que, depois de deixarem essa ou aquela igreja "institucional", agem como se tivessem inventado a roda.

    Leonardo.

  7. É. Todo este assunto de igreja emergente deixa algumas pessoas ofendidas.
    Normalmente aquelas mais senhoras/es, aqueles mais tradições. E sabe, não vejo problema nenhum no fato deles se chocarem.
    Cada um tem uma impressão diferente de tudo aquilo que não está exatamente escrito na Bíblia, ou que até mais ou menos está, tipo namoro e moda (em geral)

    O que eu vejo necessário é que estas pessoas mais conservadoras, amem e abençoem estes novos grupos.

    E parabéns, o sr colocou o assunto de maneira leve. Sem agressividade e nem insultar ngm.
    Isso é amor. Expor seus pensamentos com clareza, mansidão e, ainda, mostrando os dois lados da moeda.

    Deus abençoe.

  8. Entendo o que a "Uma tal de ti" está dizendo. Na verdade igrejas que buscaram implementar qualquer mudança nas estratégias de ganhar almas (porque esse é um papel prioritário da Igreja) tiveram algum tipo de incidente. Em minha opinião isso revelou ou tem revelado o quão é deficiente é o amor praticado. Revela também o quão superficial é nossa base doutrinária.
    Nesse aspecto nos igualamos à situação dos fariseus, saduceus, etc, que não admitiam que alguém viesse cumprir a lei fora do padrão pregado por eles. Jesus cumpriu a lei totalmente diferente da forma caducada praticada por eles, e ainda foram acusados de não praticarem princípios transcendentais, válidos também para a nova aliança, Mt 23.23 “…e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé;..” .
    Da mesma forma, igrejas que vem buscando responder às mudanças sociais contemporâneas têm se deparado com a ausência destes princípios, em ambos os lados, dos que aceitam e os que não aceitam.
    Na prática, a estratégia fundamentada na afinidade entre pessoas, seja ela denominada célula, grupo familiar, etc, é atual e responde aos anseios de uma sociedade cada vez mais carente de relacionamentos verdadeiros (e isso acontece no próprio ambiente da igreja).
    Se qualquer igreja “filtrar” com equilíbrio e com princípios os perigos das várias teologias existentes, pois acredito que nenhuma é perfeita, teremos muita “comida” a oferecer. E onde há comida, haverão multidões a serem alimentadas.
    Essa questão de gosto por tipo de música, de vestimenta (bom senso cristão), de adornos, de gestos para Deus, tudo é superável pelo amor sincero à Deus e ao próximo.

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