Vulnerabilidade humana e confiança em Deus

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Por Daniel Grubba

“Pois assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estará a vossa força” Isaias 30.15

Vivemos em tempos de muita instabilidade. Por onde quer que olhemos, não há nada permanente na fixidez de seu lugar. O mundo, nosso morada, nunca foi tão inóspito com seus moradores. As relações humanas, nosso porto seguro, nunca foram tão liquidas e instáveis. As instituições, nossa base social, nunca estiveram tão fragilizadas.

Vivemos desconfiados em relação a tudo e a todos. Somos obrigados a conviver com o terror de uma crise econômica mundial, com ameaça de pandemia, com cataclismas naturais que abalam os fundamentos da terra, com desigualdades sociais obscenas, e ameaças de conflitos mundiais. Em meio a tudo isso, lá está o homem, correndo atrás de interesses particulares, impedindo a confiança mútua e a fraternidade. Mundo, relação e instituição, em abalo, por vendavais de instabilidade.

Cada individuo é sempre filho de sua época, dizia Hegel, portanto, se vivemos um tempo de instabilidade, não é surpresa encontrar no homem desta época uma natureza instável. Tal natureza é geradora de uma séria de conflitos internos, haja vista o grande número de pessoas atormentadas por distúrbios psicológicos. Em meio a esses conflitos alguns procuram refugiar-se na aparente quietude do “eu interior”, outros depositam confiança no dinheiro, outros na falsa transcendência das drogas e outros no ópio das religiões. A despeito de todas tentativas, a desconfiança permanece. Esta está fora e dentro de nós.

É aqui que somos chamados a confiar em Deus, nossa Rocha de Refugio. Somos desafiados a descansar na sombra do Altíssimo ainda que a figueira não dê mais frutos. Isaías no trecho que abre este texto, exorta Israel para que confie em Deus em meio as instabilidades. O império Assírio havia destruído e dispersado o povo do norte e agora ameaça o povo do sul. A tragédia de Israel foi refugiar-se a sombra de Faraó quando a instabilidade tornou-se insuportável ao invés de confiar em seu Deus. O problema é que o Egito era frágil demais para abrigar em segurança o povo de Israel.

Somos chamados a desenvolver, em meio as instabilidade da vida, uma confiança “cega” em Deus. Devemos confiar que o Senhor é o Senhor da história e da nossa vida. Somente assim poderemos olhar para a realidade que nos cerca, e ao invés de ver um barco afundando, ver um Redentor redimindo toda a criação. Deus está trabalhando para redimir o mundo e não para destruí-lo. Esta é minha utopia cristã, esta é a agenda do Reino.

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Postou Daniel Grubba, no Púlpito Cristão

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3 COMENTÁRIOS

  1. Fico feliz por passear pelos blogs que acompanho e encontrar pessoas que, mesmo sem a real intenção, são resposta de Deus pra mim no tempo presente…
    Mais uma das tantas peças que têm se encaixado em tudo aquilo que Deus está falando pessoalmente comigo. Principalmente quando você escreve "Somos desafiados a descansar na sombra do Altíssimo ainda que a figueira não dê mais frutos…" e "Somos chamados a desenvolver, em meio as instabilidade da vida, uma confiança "cega" em Deus. Devemos confiar que o Senhor é o Senhor da história e da nossa vida".
    Que Deus continue inspirando todos daqui do Pulpito…
    Abraços!

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