Tragédia de Angra dos Reis e a ação soberana de um Deus que intervém

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Por Renato Vargens

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O Brasil assiste chocado as consequências da tragédia de Angra do Reis, onde devido as fortes chuvas dos últimas dias, dezenas de pessoas vieram a falecer. Sem sombra de dúvidas, a dor e o sofrimento de centenas de pessoas que perderam tudo aquilo que tinham, nos deixaram absolutamente comovidos.

Caro leitor, tragédias são indescritíveis. Elas não têm hora para chegar, não pedem licença e sem que as autorizemos abruptamente invadem nossas vidas interrompendo sonhos, projetos e ideais. Tragédias nos provam, nos sacodem existencialmente, violentam a alma. Tragédias possuem a cruel capacidade de sugar de nossos corações a expectativa de um mundo melhor. Em situações como estas é comum o questionamento: “Por que Senhor? O que fizemos para merecer tal coisa?”

Ora, não quero ser simplista em tentar explicar tragédias, até porque, nem sempre nos é possível fazê-lo. Todavia, as Sagradas Escrituras nos apontam um Deus Soberano que tudo sabe, tudo vê e governa, e que usa os meios mais distintos para cumprir seus propósitos e designios eternos. No entanto, é indiscutível também o fato de que o Soberano não nos abandona em meio aos furacões da existência. Na verdade, Ele aproveita cada momento, para nos enviar sinais do seu grande amor, cuidando afetuosamente dos nossos corações, confortando-nos e ministrando o consolo do Espírito Santo.

Por favor, preste atenção no que vou lhe dizer: Deus usa os dramas e dificuldades da jornada para se contrapor às tragédias do dia-a-dia trabalhando a favor da gente. Foi isso que ele fez na vida de José. Quando tudo parecia apontar para o fim, Deus interveio na história ensinando que ele usa toda e qualquer circunstância como instrumento de sua vontade. Nada absolutamente nada pode se contrapor à vontade de Deus! Ele é majestosamente Soberano, Senhor de tudo e de todos! Se o cosmos é sustentado pela força do seu poder quanto mais as nossas frágeis vidas.

Caro amigo, vale a pena ressaltar que quando aparentemente chegamos ao fim da linha, somos tentados pelo o inimigo de nossas almas a nutrir no coração o sentimento de frustração e derrota. Entretanto, sem que percebamos, são em situações assim onde a esperança fraqueja, que obtemos a oportunidade de transformar nossos dilemas e problemas em esperança.

As circunstâncias disseram a José na cisterna do deserto: É o fim. Contudo, Deus lhe disse: É o começo, José, o governo do Egito te espera. No deserto Moisés teve a seguinte impressão: “É o fim. Entretanto, Deus lhe disse: É o começo, transformar-te-ei no libertador do meu povo”. O rei da babilônia disse a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: É o fim. Todavia, Deus lhes disse: É o começo, vocês serão grandes governadores da Babilônia! Na cova dos leões Daniel ouviu: É o fim. Entretanto, Deus lhe disse: É o começo, sua história mudará o mundo enchendo os crentes de fé esperança. João, exilado na ilha de Patmos ouviu: É o fim. Contudo Deus lhe disse: É o começo, você escreverá a maior revelação de todos os tempos – O Apocalipse. Ao ser crucificado Jesus ouviu: É o fim. Contudo, Deus disse: É o começo, todo poder no céu e na terra eu entrego nas tuas mãos.

Isto posto, rogo ao Senhor Todo-poderoso, infinito e pessoal que possa confortar e consolar os moradores da bela Angra dos Reis, trazendo sobre eles a certeza de que tudo está sob a potente mão do Eterno Rei.

Pense nisso!

***
Postou Renato Vargens, no Púlpito Cristão

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5 COMENTÁRIOS

  1. Diante desse tipo de situação somos sim tentados a indagar: Onde está Deus?
    Mas o conhecimento em sua palavra, em suas promessas e realizações nos mostra o quanto ele é poderoso e está no controle das nossas fágeis vidas, Mateus 24 mostra muito bem a soberania de Deus.
    QUe Deus continue nos abençoando.
    Ora vem Senhor Jesus.

  2. Concordo plenamente, Renato!

    O erro seria afirmar que Deus causa ativamente as tragédias pessoais e coletivas.

    Conforme você disse, Deus permite as tragédias e pode revertê-las para o bem. Além disso, como grupo a Humanidade escolheu viver separada de Deus e colhe as conseqüências. O mais importante é que na vida eterna tudo isso será passado.

    Mas permitir é diferente de causar ativamente. Nas ocasiões em que Deus causou calamidades Ele primeiro enviou profetas advertirem as pessoas. E no caso de Jonas até cancelou a calamidade.

    Em Angra dos Reis algum profeta advertiu as pessoas e assim elas tiveram oportunidade de sobreviver? NÃO. Então essa tragédia foi permitida por Deus e não causada por Ele.

    Eclesiastes 9:11-12, Lucas 13:1-5

  3. Quando se trata do povo de Deus, envolvido em tragédias, o melhor é ficar com as palavras de Paulo aos Romanos 8.28: " Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito".

  4. Mateus 7

    Não julgueis, para que não sejais julgados.

    Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

    E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?

    Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

    Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

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