Quando a esposa do pastor é jogada para escanteio

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Por Renato Vargens

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A minha caminhada cristã, tenho visto um número significativo de esposas de pastores, marcadas negativamente pela igreja. Na verdade, basta olharmos para os nossos arraiais evangélicos que perceberemos uma quantidade de mulheres de Deus, feridas e adoecidas emocionalmente em virtude da pressão do ministério pastoral do marido. Para piorar o quadro, quando o esposo adultera ou abandona o lar, ou até mesmo falece, a família do pastor é severamente punida.

Conheço inúmeros casos de mulheres que ao enviuvarem foram despejadas de suas comunidades locais, lançadas a escanteio, entregues ao “deus-dará”. Ora, se não bastassem à dor do luto, ou o abandono do marido, as esposas de pastores sofrem a humilhação de serem consideradas “personas non gratas” na igreja que faz parte. Sei de um caso onde após a morte do pastor, a esposa e os filhos receberam a “sugestão” de procurarem outra igreja para servir a Deus, visto que sua permanência na Comunidade poderia gerar constrangimentos com a esposa do novo pastor.

Por acaso você já se deu conta de que temos a enorme facilidade de “coisificar” à vida jogando na lata do lixo aqueles que não nos servem mais? Caro leitor, o mais tenebroso de tudo isso é que a indiferença, o desrespeito, ou até mesmo a brutalidade destinados a família do pastor, se mostram de forma implacável em centenas de igrejas neste país.

A esposa do pastor e seus filhos não são coisas ou objetos descartáveis, antes pelo contrário, são pessoas carentes de atenção, compaixão, abraços, toques e amor.

Pense nisso!

***
Postou Renato Vargens, no Púlpito Cristão

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6 COMENTÁRIOS

  1. "Sei de um caso onde após a morte do pastor, a esposa e os filhos receberam a “sugestão” de procurarem outra igreja para servir a Deus, visto que sua permanência na Comunidade poderia gerar constrangimentos com a esposa do novo pastor."

    Putz isso é lamentável. Onde fica de acolher viúvas e orfãos?
    Demoniaco isso.

  2. Esposa de pastor é gente que merece respeito e atenção como qualquer outro ser humano.

    Mas o bicho homem adoecido na alma chega mesmo aos extremos: ou idolatra, bajula e coloca no pedestal ou então pisoteia, sempre conforme suas próprias necessidades e conveniências.

    E a sugestão de servir a Deus em outra comunidade é podre! Nojenta! Ora, O AMOR simplesmente neutraliza qualquer arremedo de constrangimento que porventura queira se insinuar.

    De fato, é tanta coisa absurda que não assusta mais, não escandaliza mais, porém confesso que me causa REPULSA.

  3. Renato, a raiz do problema não está nas pessoas e sim em um sistema antibíblico que estimula o pior delas em vez do seu melhor.

    1- O único título religioso autorizado por Jesus é "irmão", mesmo que a pessoa tenha um cargo de responsabilidade na congregação

    2- A congregação deve ser administrada por uma equipe de homens maduros e não por um único "Grande Líder" autocrata.

    Se em vez de ser "a mulher do pastor Fulano" fosse "a mulher do irmão Fulano" e se Fulano fosse apenas um dos diversos irmãos que servem como pastores (ou anciãos, presbíteros, etc.) os problemas citados na postagem e muitos outros problemas seriam menores ou nem existiriam.

  4. O artigo trouxe a baila um problema que pode ser solucionado.Basta a igreja ou a denominação se preparar para o futuro , pois se uma viuva fica jogada as traças, como foi que o pastor ou a igreja se prepararam para o infortunio?

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