Reformas no dia da Reforma

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Por Vera Siqueira

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Há pouco tempo minha mãe promoveu uma reforma em sua casa. Havia infiltrações na parede, telhas soltas, o piso e os azulejos precisavam ser trocados. Não havia muita alternativa: ou reformavam a casa, ou um dia ela simplesmente cairia.

Minha família permaneceu em casa durante a reforma. Imaginem a confusão! Para reformar um aposento, todos os seus móveis precisavam ser alocados em outro. Lembro-me que um dia fui visitar minha família e encontrei a geladeira na sala, os armários de cozinha desmontados e empilhados no meu ex-quarto, o fogão estava na edícula. A preparação de um simples ovo frito tornou-se um estorvo!

Mas não só a bagunça incomoda numa reforma, quando se está dentro. Imaginem o pó e o cheiro de cal, cimento, tinta, tudo junto! O não conseguir encontrar uma simples roupa, pois vai lá saber onde alguém a colocou… A casa se torna um lugar inseguro, onde nada parece certo, porém com uma única esperança: a de que a reforma termine logo, trazendo enfim uma casa renovada, bonita, limpa, arrumada. Trazendo de novo uma idéia de “lar”.

Hoje é aniversário da Reforma Protestante, embora o mundo prefira esquecer esse fato e comemorar o Halloween, o dia das bruxas. O mundo quer viver no terror, na bagunça, na confusão, na sujeira, e por isso não quer reformas. Inclusive entre os que se dizem cristãos, há os que se deliciam com a corrupção e a impureza que tem corroído nosso meio, afinal reformas são períodos de grande transtorno e dor para quem os vive. Minha família que o diga.

Mas ainda há um pequeno grupo que está – e muito! – incomodado com as infiltrações que estão minando a Igreja. Que não suportam mais o cheiro de queimado dos sacrifícios oferecidos a Mamom e a Baal, em nome de um Gezuiz de pedra, que tenta se passar pelo Jesus Ressurreto. Que sabem que é melhor passar pelo sofrimento de uma Reforma hoje a ter que ser testemunha viva da queda da Igreja. Que não se importa de passar por transtornos durante a Reforma, de serem xingados, ofendidos, caluniados, agredidos, massacrados pelo mundo e pelos muitos que se dizem seus irmãos.

Daqui há uns 10 anos, se não houver manutenção constante, a casa da minha mãe precisará de uma nova reforma, afinal não dá para parar a ação do tempo e das intempéries sobre o imóvel. Da mesma forma, passados alguns séculos desde que Lutero escreveu suas 95 teses, a Igreja novamente se deteriorou, pois não foi feita a manutenção de rotina. Foram aos poucos aceitos os cupins do gnosticismo, a ferrugem da ganância financeira, a pichação da busca pelo poder, o vandalismo da religiosidade. O resultado está à vista de todos: uma Igreja, com poucas exceções, em ruínas, muito longe do ideal do seu Arquiteto e Construtor, Jesus Cristo.

Hoje, dia 31 de outubro, é dia de refletir sobre a necessidade de uma nova Reforma. Quem não teme os transtornos e inconvenientes que ela temporariamente trará, poderá desfrutar no futuro de uma Igreja nova, limpa, pura, ataviada: da verdadeira Noiva de Cristo.

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Postado por Vera Siqueira, editora do blog da Estrangeira, e colaboradora no Púlpito Cristão

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2 COMENTÁRIOS

  1. todas as reformas tem um preço!EU pago esse preço por amor a cristo que me tirou desse mundo corrompido e louco e ME deu a entrada no seu reino de amor!

  2. Many gave their lives or sacrificed much in the past (some still sacrificing today), to keep effective the salvation won by Jesus on Calvary. It is time (and is almost pra la 'it) again to leave the convenience of good-life believer and give this one just Bandalheira that has gripped the values gained by him, and if' in that they are expensive.
    Reform ja '! Or the house falls …

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