Pobreza e Espiritualidade

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Por Renato Vargens

Poucas palavras em nossa língua são tão complexas quanto as expressões espiritualidade e pobreza. Na verdade, elas vêm ao longo dos anos sendo utilizadas pelo povo em geral de modo simplista, o que infelizmente contribui com a perpetuação de idéias e conceitos absolutamente opostos aos seus reais significados.

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Embora alguns definam espiritualidade simplesmente como o equivalente a uma teologia mística e ascética, ela por si só, possui um significado muito mais amplo. Na verdade, espiritualidade pode ser definida como uma relação pessoal que o homem desenvolve com Deus, reverberando, por conseguinte em relações comunitárias. Já pobreza resume-se não somente a carência de bens econômicos, na verdade, pobreza significa muito mais do que isso. Ser pobre sintetiza a ausência de bens, de valores e referenciais que ajudam os cidadãos a construírem uma vida marcada pela dignidade.

A Bíblia é extremamente enfática quanto à necessidade de se fazer justiça ao pobre. Tanto no Antigo como no Novo Testamento a pobreza é destacada como ligada à opressão. Portanto, a pobreza é para a Bíblia um estado escandaloso atentatória da dignidade humana e, por conseguinte, contrária à vontade de Deus.

Não sou adepto da teologia da prosperidade, nem tampouco creio na confissão positiva, no entanto, acredito piamente que alguém que vive uma espiritualidade saudável não pode em momento algum se contentar com a situação de pobreza e miséria desta nação. Uma igreja saudável é aquela que desenvolve em seus rincões uma espiritualidade centrada em Deus e voltada para as dores do homem.

Quando vivemos para Deus, naturalmente desenvolvemos uma espiritualidade abnegada, missiológica e altruísta. E é em nome desta espiritualidade, que necessitamos comprometermo-nos com a ética e com a Justiça, cuidar (sem assistencialismos) dos que gemem, além obviamente de aliviar a dor daqueles que estão oprimidos.

Viver para Deus tira-nos de nós mesmos, faz com que enxerguemos a vida pra além dos nossos umbigos. Viver para Deus, nos proporciona a certeza de que somos sal desta terra e luz deste mundo, o que implica de imediato em compromisso social com os que gemem e choram.

Não dá pra vivermos uma espiritualidade assecla, fria, interesseira. É importante que saibamos que quando gostamos de Deus, gostamos de quem Deus gosta.

Ah! Não se esqueça:

Deus gosta de gente! Deus gosta de Justiça social, de ética, de compromisso com a verdade, de pão, de moradia para o pobre, de educação, de vida plena e digna.

Nesta perspectiva, espiritualidade não anda de braços dados com a pobreza.

***
Postado por Renato Vargens, no Púlpito Cristão

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3 COMENTÁRIOS

  1. " E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
    E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
    E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
    E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
    E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
    Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar."
    (Atos 2:42-47)

    Garanto q esse "post" terá muito menos comentários que os dos Caios.
    Pois pouco queremos falar de nós mesmos e pouco paramos para pensar o quanto estamos afastados da doutrina primitiva do AMOR AO PRÓXIMO. Olhamos para o nosso umbigo, comemos o nosso pão, cuidamos de nossa aparência, devolvemos ( ,damos ou pagamos) o nosso dízimo, fazemos a nossa parte, vivemos para nós.
    Criticamos quem erra e omitimos elogios.
    Damos angu, mas em nosso prato tem caviar.
    Passamos pelo "Caminho" com "graça" ignorando a desgraça do necessitado.
    e quando muito, somos espectadores… apenas espectadores,

    Paz no Senhor

    Vander de Paula

  2. Muito bom esse post,bom texto que mostra a verdadeira pobreza e a espiritualdade!
    A pobreza vem do egoísmo de quem tem as ferrramentas para mudar essa situação,mas as usa em benefício próprio.
    Enquanto a massa popular viver na ignorância a pobreza existirá e surgem aproveitadores tirando o pouco que o pobre tem usando várias artimanhas como exemplo a política,o show bussines,religiões que brotam como praga visando dominar um povo oprimido e que vive no escuro da ignorãncia!
    Concordo plenamente quando tu diz no texto que Deus não quer a pobreza pra ninguém,Deus quer todos felizes,mas a felicidade não é ter dinheiro em excesso,pensando que se eu tenho muito alguém ficará sem e isso não é justo precisamos de uma boa alimentação,de um carro e de uma casa,mas tudo sem ostentação,pra que uma Ferrari de 1 milhão,uma casa feita de mármore,porque caviar?Não precisamos disso!É só uma forma de se sobre sair ao próximo e isso não é de Deus!
    E o que fazemos de fato para mudar esta situação?
    E concordo com o Vander de Paula este post terá poucos comentários pois atingi cada um no seu ego,"egonorância".

  3. Mateus 5:3 ¶ Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

    Lucas 4:18 O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração,

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