O pastor do século XXI

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Por Márcio de Souza

Qual a função do pastor no século XXI? O que deve se esperar de um ministro do evangelho em tempos de pós-modernismo? A resposta é simples! A mesma coisa que se esperaria no I século. Mas que função é essa?

Para alcançarmos o pensamento apostólico acerca do que é trabalho pastoral, precisamos viajar até os versos 11 e 12 do capítulo 4 de efésios. Lá o apóstolo diz que Deus deu ministérios diversos aos homens dentre eles o de pastor-mestre. A função desse ministério é aperfeiçoar os santos para o serviço do Reino e para edificação do corpo de Cristo.

Sinceramente não existe coisa mais bela do que ajudar as pessoas a alcançar seus sonhos, principalmente quando se trata da área espiritual, quando se trata de estar no centro da vontade de Deus.

A obra do pastor, é treinar as pessoas para servir, mas também é ministrar cura a alma das mesmas. Ele é um facilitador e não um guru.

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O grande problema é que hoje 80% do trabalho pastoral é constituído de encontros para apagar incêndios, uma correria louca onde você é absorvido ao extremo atendendo pessoas que já tem algum tempo de caminhada. Os novos convertidos não carregam os ranços nem as mazelas de denominações, não andam conforme a política igrejeira, mas vivem o primeiro amor! O pastor virou empregado da igreja, ele tem obrigação de resolver tudo que diz respeito à igreja, ele precisa saber do que se passa em cada canto e tudo isso sem ao menos receber uma dica.

Não sou superpastor, nem quero ser, isso é papel para gente que tem megalomania, que é louco e que não entendeu o evangelho. Gente que dia e noite pretende dominar o mundo adquirindo terrenos de 4 milhões de reais para realização do “seu sonho” e que anda em carros importados caríssimos enquanto a comunidade que pastoreia chafurda no escorregadio lodo da miséria e mendiga a benção do “megapastor” no culto da vitória. Chega disso…

Se Paulo estivesse vivo entregaria o corpo desses ao diabo para ver se a alma se salva, assim como fez com Alexandre, o latoeiro e Himemeu por muito menos que isso. Mas mesmo assim, esses homens não sairão ilesos do que andam fazendo, trocaram o ministério pastoral pela vida abastada, comem a gordura das ovelhas e vestem-se com a lã de forma que o próprio Deus vai pedir contas do que fizeram com tamanha responsabilidade. Para concluir, ser pastor no século XXI não é viver o ministério da abastança, do gasto fácil, das grandes festas, dos constantes movimentos de pseudo-avivamento. Mas é composto de muito choro e pouco riso, de muita luta e pouco descanso, é fogo cruzado sem trincheiras para se esquivar é ter sempre o suficiente para não cair em tentação e sempre dividir ao invés de acumular… essa é a matemática do reino… Que Deus tenha misericórdia de nós!

E no mais… tudo na mais santa paz!

***
Postado por Márcio de Souza, no Púlpito Cristão

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8 COMENTÁRIOS

  1. Só fico me perguntando sobre uma afirmação sua, o que diferencia servir as pessoas na area espiritual, do servir na area emocional, ou profissional, ou familiar? Não seria um ser humano um todo, ou será que é uma colcha de retalhos independentes um do outro? Por que ainda insistimos em separar o espiritual do restante? Daí eu vejo um monte de crente espiritualmente realizado e emocinalmente quebrado, familiarmente fudido, profissionalmente falido… Oram bastante e leem a biblica, frequenta os cultos e é dizimista, mas incapaz de lidar com suas frustrações. Acredito que o pastor, lidar com a vida humana no sentido humano. Que é tudo, inclusive a espiritual, afinal não existe evindecias de uma vida espiritual saudável se não na vida não espiritual corriqueira, relacional, humana, natural, cotidiana.

    N'Ele!

    Marco Faria

  2. I Timóteo 3

    1 Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja.
    2 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;
    3 não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso;
    4 que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito
    5 (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
    6 não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo.
    7 Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo.

    Este texto pó si já nós da uma noção completa sem que tenhamos que queimar nossos neurônios para dissecá-lo em uma criteriosa exegese, mas gostaria de me ater ao versículo “seis”.
    O imediatismo, o pragmatismo, e por que não dizer!…
    O corporativismo eclesiástico tem forjado verdadeiros lideres precoces sem uma experiência de vida cuja responsabilidade está a cima de suas condições estruturais.

  3. IGREJA UNIVERSAL ABRIRÁ CONCURSO PARA PASTOR: SALÁRIO INICIAL DE R$ 8.234,82
    O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) abrirá o primeiro concurso para pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.
    Segundo representante da Universal, o concurso público tem a intenção de recrutar profissionais qualificados para participarem do que chamam de “a grande expansão da Palavra” e a “cultura popular de Deus”. “-Já conquistamos nosso espaço em 172 países. Temos obras sociais espalhadas nos quatro cantos do globo. Precisamos de profissionais não apenas ungidos pelo Espírito Santo e preparados no fogo do Pai das Luzes para cumprir nossa missão evangelizadora, mas também de pastores com conhecimento técnicos para darem continuidade a essa obra tremenda.”, explica, empolgado, o pastor Ricardo Ibrahim, responsável interno da IURD pela organização do concurso.
    Adavilson dos Santos, de 23 anos, morador de Guarulhos, pensa em fazer o concurso: “-Estou muito ansioso, sou pastor desde os meus 18 anos e obreiro da minha igreja desde os 11. Colei grau em Teologia ano passado. Sempre estudei bastante. Esta é uma oportunidade muito grande na carreira de qualquer pastor e não vou perdê-la”, vibra o jovem.
    As vagas serão abertas para candidatos do sexo masculino com curso superior em quaisquer áreas. Candidatos com Bacharelado em Administração Eclesiástica ou Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Adminstração de Igrejas e disciplinas afins ganham pontos na prova de títulos. O número de vagas não foi divulgado. O salário inicial na investidura do cargo é de R$ 8.234,82 mais benefícios.

    Anúncio da iurd.Homofobia já!Queimem todos!Volta a inquisição!Comp-letando o anúncio da iurd.
    Quem se candidata,como igreja virou negócio,se estuda teologia e aí formam se carreira para pastores!!
    Fim dos tempos!!Quando os enganados iram tirar as vendas de seus olhos?

  4. Bom texto. Estamos em uma sociedade pós-moderna, mas as necessidades da Igreja, como corpo, permanecem as mesmas de seu início. Os pastores são chamados para servir, e não para serem servidos, inversão praticada nestes dias. Quanto ao concurso para a IURD citado pelo irmão Micael, já foi desmentido pela própria Igreja, não passa de um boato espalhado no nosso meio, que aceitamos sem questionar e sondar as fontes. Justiça seja feita.

  5. O mais incrivel é que tem uns que alem de terem automoveis que custam mais de cem mil reais, trocam de carro todo ano, e quando adentram ao templo (como noiva, sempre atrasado) toda a igreja tem de se levantar e se calar, esteja acontecendo o que for.

  6. João 10:14 Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

    É só isso o que espero de um pastor, que ele conheça as ovelhas e que delas seja conhecido.

    Conhecer no sentido de andar com, de estar com, ao lado de, amar junto, chorar junto,ensinar, ir na frente mostrando o caminho por onde devemos passar.

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