O falso eu

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Por Daniel Grubba

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Todos nós buscamos aprovação e reconhecimento. Queremos sempre mostrar o quanto somos amáveis, felizes, fortes e interessantes. Até mesmo o sujeito desbocado que diz – “não estou ligando para o que pensam de mim” – na verdade está procurando impressionar através desta pseudo-liberdade do outro. Portanto não há saída: somos viciados neste negócio de querer agradar todo mundo. E isto é tão perturbador, que chega uma hora em que tudo que-se-é, e tudo que-se-faz, se tornam apenas movimentos existenciais controlados pela tirania da opinião pública. É uma prisão do ser.

Eu sou filho mais novo e sei bem o que é isso desde que me entendo como gente. O caçula é alguém que tem que lutar pelo seu espaço e seu valor no seio da família. Soma-se a este fato, um outro sem-número de pressões sociais que exercem grande influência sobre nós. Temos que ser bons e quase perfeitos em todos nossos agrupamentos. É a lei da selva, elevada a potência máxima, do mundo moderno. E o caminho mais comum para o sucesso de tal empreitada é apresentar um “falso eu”. Brilhantemente, Brennan Manning diz que “a vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça”.

No romance Noite Branca, do escritor Dostoiévski, o Sonhador confessa:

“Porque não somos todos como irmãos, uns para os outros? Por que, ao encontrar-nos diante de outra pessoa, ainda que seja a melhor do mundo, temos de ocultar-lhe algo e calar? Por que não não havemos de dizer todos, com absoluta franqueza, o que trazemos no coração, quando sabemos que nossas palavras não as leva o vento? Agora parecemos todos mais frios e secos do que em realidade somos, e se diria que as criaturas temem comprometer-se expondo com franqueza seus sentimentos…”

Eu não tenho dúvidas que a cura desta doença do ser encontra-se na manifestação da graça de Deus em nós. Sem o mergulho na graça que nos aceita incondicionalmente, certamente padeceremos; uma vez que um dos piores sofrimentos humanos é observado na pessoa que não pode conceber si próprio como alguém amado, objeto potencial de receber graça.

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Por Daniel Grubba, no Púlpito Cristão

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