A vida fuigiu-me às mãos! Graças a Deus!

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Por Rubinho Pirola

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Jesus sabia na mão de quem estava. Pilatos não tinha essa consciência.

Paulo recusava-se a admitir-se prisioneiro de Roma, ou do carcereiro que, imaginava, possuia as chaves do cárcere e da vida daquele prisioneiro apaixonadamente maluco pela nova fé dos judeus.

Jesus e Paulo: Ambos sabiam quem detinha o poder: Deus. E Dele, ninguém escapa.

Para além de vivermos fragilizados e demasiadamente submissos diante das (incontroláveis) ondas da vida, das circunstâncias a que estamos sujeitos, apegamo-nos demasiadamente a um conceito que me assusta ainda mais: o do chamado “livre-arbítrio”. Aquilo que muitos crentes proclamam, erradamente, ser virtude e benefício dado por Deus a cada um.

Imaginamo-nos assim, livres, soltos e à mercê de nós mesmos e das nossas escolhas. Deus, como um coadjuvante, só fica de longe a nos assistir e a correr – quando necessário, ou pior, quando cumprimos com um sem número de obrigações religiosas, numa relação de causa e efeito, relação de faz-e-paga-se, como se Deus se movesse com base nessas barganhas.

Se lermos atentamente Romanos 1:21-32, veremos que o “livre-arbítrio” tem a ver, antes de tudo, com maldição, com juízo, do que com benefício. Ali, lemos que, pela dureza do coração dos homens, Deus os entrega à si próprios e ao seu próprio arbítrio. Já pensamos? Guardadas as devidas proporções, isso seria como, estando num um apartamento, no 20º andar, com as janelas todas abertas, eu dizer aos meus netinhos de 3 e de 1 ano e meio: “lindinhos: eu os amo, estejam livres e à mercê das suas vontades e capacidades de discernimento, sejam livres!” Eu que sou mau, ruim mesmo (vocês não me conhecem como eu me conheço!), francamente, não seria capaz de tamanha sandice.

O que aprendo, observando a vida de Jesus e de Paulo, é que neles havia – em inúmeros registros – a certeza de que estavam à mercê e nas mãos do Senhor absoluto, o Rei do universo, de tudo e de todos. Nas circunstâncias boas e noutras, nem tanto. E com Ele, acertavam as pontas. Ele está por trás de tudo – ou consentindo, ou ordenando, mas tanto num como noutro caso, soberano e com um propósito bom, agradável e perfeito.

Aí, nessa condição, há maturidade e descanso.

Maturidade, porque não precisamos nos pautar pelos ventos da vida ou focar a nossa atenção neles – os favoráveis ou os desfavoráveis.

Não estamos, definitivamente, à mercê da vida. E firmarmo-nos no propósito que Deus nos tem. E contarmos com a sua direção em meio a tudo – nos bons e maus momentos (os que nos desagradam à primeira vista!).

E descanso, pois sabemos que Ele prometeu nos guiar a bom termo.

Eu, que sou bobo, nem de longe, quero a minha vida nas minhas mãos!

***
Fonte: Rubinho Pirola

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1 COMENTÁRIO

  1. Shalom!

    1. Amado Pr Leonardo, sempre que lhe visito há algo novo neste blog. Admirei seu novo layout e lhe desejo as mais copiosas bençãos de Deus.

    I Tm 1.14

    2. Lançei meu novo livro: Mensagens que Transformam, que foi prefaciado pelo ilustre Rev. Hernandes Dias Lopes. Ficarei feliz e muito agradecido se divulgares em seu prestigiado blog o lançamento desta obra.

    O Link com a matéria, bem como a capa do livro está abaixo:

    http://davarelohim.blogspot.com/2009/07/novo-livro-amanha.html

    com gratidão, Pr Marcello

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