Paz sem voz não é paz, é medo! (2)

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Por Daniel Grubba

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No Sermão da Montanha (Mateus – cap. 5 a 7), Jesus diz que felizes são os pacificadores e que por tal razão os tais seriam chamados “filhos de Deus”. Paulo também em Romanos 12.18 nos aconselha, no que depender de nós, procurarmos ter paz com todos os homens. Posto que Deus não é Deus de confusão, senão de paz (I Co 14.33).

No entanto, o esforço pelo estabelecimento da paz não deve nos alienar. A verdadeira paz nunca legitimará a omissão frente as distorções da mensagem. Aquele que disse “felizes são os pacificadores”, é o mesmo que diz “felizes são os que tem fome e sede de justiça”. E o mesmo que disse “não julgueis” é o mesmo que diz para exercermos o discernimento pois “pelos frutos conhecereis”. São muitas orientações neste sentido: “Acautelai-vos!” “Vede que não os sigais!” “Muitos virão em meu nome…”

Caio Fábio comentando o Sermão da Montanha e a aparente discrepância entre o “não julgar” e o dever de “discernir frutos” disse:

“Desse modo, o mesmo texto que ordena que não se julgue a individualidade de quem quer que seja, termina mandando que se discirna o fruto de cada um que chega falando em nome de Jesus, visto que o próprio Senhor advertiu que eles viriam, e que precisariam ser discernidos, a fim de que se não os seguisse, no caso de falsificarem o Evangelho”.

Penso que não é saudável neste tempo presente fazer do “argumento da busca pela paz” um ópio que embriaga nossa capacidade de discernir. Quem se cala diante da idolatria reinante no arraial evangélico e se recusa a denunciar as falsas doutrinas não ama a paz, antes é um ser absolutamente conformado com o status quo, e demonstra mediante a passividade ser alguém cuja mente não foi transformada pela renovação do entendimento segunda a verdade da Palavra (Rm.12.2). Como disse Lutero: “Paz se possível, mas verdade a qualquer custo.”

A falta de discernimento é uma porta aberta para entrada de toda sorte de aberrações. Para Charles Colson “o inimigo entre nós e se infiltrou de tal modo em nossa linhas que muitos simplesmente já não conseguem distinguir entre o amigo e o inimigo, entre a verdade e a heresia”.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o Pr. Ubirajara foi feliz quando disse:

“Batalha espiritual não se resume a confrontações públicas ou privadas com demônios, inclui resistir à heresia, desmascarando-a e ensinando a sã doutrina, exigindo um profundo conhecimento da Palavra, o que demanda tempo e dedicação … Estamos demorando a admitir que muitas destas lutas já foram perdidas, pois enquanto concentramos nossa munição nos demônios falantes, o que inúmeras vezes não passa de uma distração, a sua tropa de elite penetra por portões que não estão sendo vigiados, ele faz isto introduzindo aqui e ali algumas heresias destruidoras. Destacamos aqui deturpações em áreas como a prosperidade, a maldição hereditária, a autoridade, a santificação, os títulos, a unção, o avivamento, os dons e o governo eclesiástico”.

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Quem conhece a mensagem de Jesus e o ensino do Evangelho em Paulo, por exemplo, não tem como ver todas essas coisas (distorções) e não desnudá-las como falso ensino e como perversão do Evangelho
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Postado por Daniel Grubba, colaborador do Púlpito Cristão e editor do Soli Deo Glória.

(*) Leia também: Paz sem voz não é paz, é medo (1)

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2 COMENTÁRIOS

  1. Com relação ao julgar, nós, cristãos, nos sentimos intimidados, não só por julgar a perdição do mundo, mas também por julgar a condição da igreja.
    Não admira que tenhamos medo de fazer julgamentos! Dizem-nos que devemos nos unir, e não dividir, devemos mostrar amor, em vezde nos separar em nossos conceitos pessoais. Temos de nos concentrar em nossas falhas, não nas dos outros.
    Educados na idéia de que devemos "viver e deixar viver", permitimos que o pensamento mundano prospere. Enquanto o ocultismo aumenta nas igrejas, poucos estão inclinados a soar o alarme; e poquíssimos dispostos a identificar os falsos profetas que se multiplicam. Multidões continuam sendo enganadas com sequer uma palavrade advertência.

  2. Luther King já dizia:oque mais me assusta não é o grito dos maus,e sim, o silencio dos bons.assim como os israelitas,que antes da batalha contra os filisteus,abalaram a terra(com a chegada da arca)mas não moveram o céu,a culpa é de uma igreja,que faz muito barulho(marchas pra gezuis,envolvimento na política,programas e mais programas de tv,internet,rádio,etc)mas sem resultados no mundo espiritual.

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