O comprador de mortos (2)

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Por Leonardo Gonçalves

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Há certas coisas no evangelho que a gente não tem interesse em conhecer. Dentre elas, a mais negligenciada pela nossa soberba humana é a soberania de Deus no que concerne à salvação. Um Deus que determina tudo, que faz as coisas segundo a sua vontade e que é o responsavel direto pela minha salvação é, sem dúvidas, um Deus inconveniente. Bom mesmo é um Deus que me salva a depender das minhas atitudes, da minha bondade, da minha pretensa santidade. Esse Deus fantoche que é manipulado pelas minhas ações e que não faz nada sem antes me consultar é simplesmente perfeito. O ser “autônomo” nunca quis prestar contas a Deus. “Seja feita a minha vontade”, rezamos inconscientemente, enquanto manipulamos a divindade segundo os nossos “bons” propósitos.

Contudo, quer o homem queira, quer não, ele tem que reconhecer que a salvação é obra de Deus. Ninguém, absolutamente ninguém, virá a Jesus, a menos que o pai o conceda (Jo 6.44). O homem natural, morto em delitos e pecados (Ef 2.1), não tem nenhum interesse em adorar a Deus, e isso continuará assim, a menos que Deus mude a sua vontade. Ele está espiritualmente morto, e na sua morte, não pode aproximar-se daquele que é a Vida. Desfigurado pelo pecado, o rosto pálido, sombrio, a tez sem vida, o corpo em decomposição, alastrando o cheiro podre da sua extenuação, assim é o homem sem Deus. Como Lázaro na sua tumba fria, o homem morto nada pode fazer por si mesmo.

Michael Jackson, mega-astro da musica POP, faleceu na última quinta-feira. Fãs de todo o mundo se amontoam para ver o defunto e prestar-lhe a última homenagem. Alguns escreveram cartas, outros enviaram presentes, mas todos buscaram uma maneira de honrar o cantor. E daqui para sexta-feira, data em que o cantor será sepultado, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, e muita gente vai querer ovacionar Michael pela última vez. Mas finda homenagem, cada um volta para a sua rotina e é como se nada tivesse acontecido. Ninguém vai querer levar o Michael (morto) pra casa. Pobre defunto abandonado, à mercê das minhocas e dos insetos necrófilos.

Deus morreu por você, meu caro amigo, quando você estava morto (Ef 2.1, Rm 5.8). Ele deu o seu mais estimado bem em troca daquilo que ninguém queria. Ele se doou pela mercancia mais indesejada! Que Deus é esse que ama os mortos? Um Deus necrófilo, que se apaixonou por nós quando na alma traziamos o decomposto e fétido cheiro de podridão, e substituiu esse cheiro de morte pelo bom perfume de Cristo (2Co 2.15), deve ser estimado acima de todas as coisas.

Michael Jackson morreu, e embora hoje viva na mente e corações de seus fãs, a morte se encarregará de apagar a sua memória da Terra. Passarão os anos e o que hoje é uma lembrança forte, viva, latente, se transformará em uma vaga recordação de umas poucas mentes, caducas e confusas com o passo dos anos. Mas nós, os que estivemos mortos e hoje vivemos, viveremos para sempre na mente e no Reino de Deus.

***
Via: Púlpito Cristão

– Leia também:
O Comprador de Mortos
A maravilhosa Teologia dos Pardais

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3 COMENTÁRIOS

  1. Ola caro irmão Leonardo

    Me senti honrado em receber um blogueiro tão importante (e pq não dizer famoso) quanto você em meu humilde blog. Importante por estar no sentido inverso da cultura cristã, ou na contra-cultura cristã como diria Stott. Saiba que vc muito me inspira e que o Senhor tem te usado bastante pra me abençoar, alertar e sorrir…

    Um grande abraço e que Deus esteja sempre contigo…

    Ps. Como está aqui pertinho, quando passar pelo Acre faça uma visitinha.. estarei eu e minha familia de braços abertos para te receber…

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