A maldição da fita métrica (2)

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Por Rubinho Pirola
Há um problema real conosco. Talvez, esse problema tem a ver com alguns parâmetros errados na balança dos nossos julgamentos, na fita métrica com que medimo-nos uns aos outros e, principalmente na medição do valor e honra que julgamos merecer.

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Já basta eu me sentir triste – confesso – quando esquecem-se de mim, quando, julgando eu ter feito isso e mais aquilo, alguém se lembrar de agradecer a todos, menos ao que julgo merecer.

Confesso e pronto. Eu me conheço. Sei do egoísta que existe em mim, para além dos muitos que se apresentam atrás de títulos, cargos, adjetivos e de cartões de visita com quilos de peso, a nos dizerem quão importante são. Dos que agregam ao nome, quando se apresentam: pastor-fulano, ou apóstolo-sicrano…

Tem horas até- imaginem – em que chego a acreditar que os elogios que me dirigem e os confetis que me atiram, são merecidos.

Acontece que, graças à misericórdia do Pai ainda (e espero poder contar sempre com isso, até ao fim), Ele me lembra sobre algo que aliás, já aprendi: o tamanho de Deus é sempre inversamente proporcional ao tamanho que eu julgo possuir, aos meus próprios olhos.

É assim: toda a medição, toda escala de valores, tem de levar em conta alguns parâmetros, com os quais avalia-se tudo o mais.

Somos maiores a que, a quem? A que nos comparamos?

E a coisa resume-se nisso: quanto maior for Deus na minha vida, tanto menor serei eu. Quanto maior eu parecer a mim, medido pela minha fita métrica, tanto menor Deus será.

Essa era a fita métrica de João Batista (lembram-se? O maior dentre os nascidos de mulher?). Dizia ele: “Convém que Jesus cresça e que eu diminua”. Não tinha outra hipótese.

Foi o que Paulo (o grande!) dizia: “O poder de Deus se aperfeiçoa na minha fraqueza” e ainda “Porque quando estou fraco então sou forte”. O problema é a nossa fita métrica…

Paulo, conforme ia conhecendo Deus, o seu amor, a sua graça, o seu poder, mais ele ia crescendo. Para baixo! Isto mesmo: para b-a-i-x-o-! Vejam essas afirmações e a ordem cronógica de quando fê-las:

(*) Ano 55 (logo após a sua conversão): “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.” (1 Co 15:9)

(*) Ano 60: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo,” (Efésios 3:8)

(*) Ano 64 (pouco tempo antes da sua morte): “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (1 Timóteo 1:15)

Compreendeu? Que Deus nos ajude a corrigir essa fita que carregamos… Essa é a minha oração de hoje!

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Fonte: O excelente blog do Rubinho Pirola. Vale a pena conhecer!

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