Escola de adestramento cristão

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Por Ariovaldo Jr.

Crente é um bicho estranho. Você grita “AMÉM?” e ele responde gritando o mesmo. Se perguntar pela segunda vez, ele responderá mais alto. Se no meio do louvor você gritar “pule na presença do Senhorrrrrrrr”, então eles pulam. Se você dançar de modo estranho, verá correspondência imediata nas pessoas.

Sua linguagem é facilmente influenciável por jargões. Basta pegar qualquer expressão bíblica cujo significado seja obscuro para a maioria, e pronto! Também colam as expressões inventadas que possuem aparência de espiritual, como por exemplo “ato profético”. Difícil de crer que nem existe esta expressão na Bíblia né?

Facilmente também estereotipamos outras coisas que fazem do crente um ser quase alienígena: os lugares que frequenta, o conteúdo de suas conversas e a aversão às coisas “do mundo”.

Pena que os crentes não são condicionados a obedecer a todo tipo de “comando”. Parece que o adestramento a que foram submetidos possui limitações. Nem todos aceitam sugestionamentos que os levem a renunciar a seus interesses; ou dividirem suas posses com os necessitados; ou mesmo disponibilizar tempo para aqueles que estão abandonados em asilos, orfanatos e nas ruas.

Ah… antes que eu esqueça, quero deixar claro que amo os crentes. E exatamente por ser um deles é que me incomodo tanto com estas coisas incompreensíveis que aceitamos passivamente em nossa conduta.

***
Fonte: Ariovaldo Jr. via Descanso da Alma

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6 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente muitos agem assim, quando li esse texto ri, pois um dia agi como alguém adestrado, mas parei para pensar o quão imatura era minha fé e o quão mal informado fui nesse sentido. Mas devemos pensar que a culpa não são dos que iniciam esse percurso da fé, mas as vezes nossa por não ter ousadia de orientá-los para uma fé mais independente e libertadora.
    É um quadro triste, que não tem retorno, mas há solução.

    São pessoas como Ariovaldo Jr., Leo do Pulpito e muitos outros, trabalham como esse elemento para mostrar que a vida cristão não é um circo onde estamos no picadeiro sendo orientador pelo mestre de espetáculo. Nós não usamos nariz vermelho. Somos pessoas que nasceram para glorificar a Deus e servi-lo e isso só pode ser feito se for direcionado ao próximo e não a serviço da instituição ou pastores.

  2. Gláucia Carneiro,

    O Cristianismo é muito mais do que um adestramento natural; ele é vida sobrenatural! Cristianismo é Deus achando o homem e libertando-o, transformando-o. Cristianismo é caráter, é amor, é generosidade, é zelo… Como diz o tio Serafim, grande teólogo, homem simples, alma nobre: Cristianismo é o Cristo!

    Abraço fraterno,

    Leonardo.

  3. Thiago,

    Acho que todos nós já passamos por alguma espécie de adestramento. Aliás, o que muitas igrejas hoje chamam de discipulado, na verdade nada mais é do que adestramento.

    Fiquei muito feliz com a sua visita. Faz tempo que vc não aparece por aqui, rs…

    Abração,

    Leonardo.

  4. Este texto expressa bem o que o post acima diz:

    AS CONTRADIÇÕES DE UMA VIDA

    texto extraído do blog
    CRÔNICAS DE UM OBSERVADOR

    http://cronicasdeumobservador.blogspot.com/2009/08/as-contradicoes-da-vida.html

    Podia ser menos complicado, mas ao invés disso é algo terrivelmente embaçado. Desejamos ser o que não somos. Queremos contar a história que não vivemos. Desejamos falar do que não conhecemos. Somos levados a dizer do que não entendemos.

    Ouvimos o tempo todo a respeito dos padrões a serem seguidos e até concordamos com o que entra por nossos ouvidos, mas ao contrário do que pensamos, provavelmente não praticaremos. Prestamos atenção e nos imaginamos encaixados nos padrões, muitas vezes utópicos que são pregados, todavia, não muito tempo depois, somos levados a um estado de inércia logo na hora em que devíamos fazer o bem.

    Foram muitas as tentativas e inúmeras desistências, mas mesmo assim não nos cansamos de continuar tentando; foi nos dito que seria possível.

    Caminhamos as duas milhas, pois isso seria um padrão divinamente sugerido para um humanamente fingido, mas depois disso nos sentimos cansados demais para virar o outro lado do rosto suado para mais uma sessão de humilhação – Quem sabe na próxima?

    Queremos ser como os que não possuem, mesmo possuindo tudo. Queremos ser como quem doa mesmo não sendo como o que doa, apenas para dizer de nós o que no fundo nem todos somos.

    Falamos de uma vida perfeita que não experimentamos. Lucubramos sobre uma estrada alinhada que não caminhamos. Sorrimos o sorriso engessado de quem chora magoado, pois ninguém tem nada com isso se a vida real, já é de quatro dias e ainda por cima cheira muito mal.

    Cantamos a canção alegre que fala de dor e enchemos o coração com um ego já envenenado de orgulho e odor.

    Não somos quem dizemos ser. Não falamos o que queremos falar. Não pecamos só por pecar. Na verdade, sonhamos em nunca magoar, mas magoamos aquele que só nos fez amar. Isso parece nos dá mais prazer do que o alegrar…

    É certo, que mesmo assim será possível experimentar a certeza de que depois de tudo, salvos vamos estar, pois seria impossível imaginar, que o evento que divinamente dividiu a história levando um inocente a se entregar como se fosse culpado, não mais servir para um homem em crise, da dúvida tirar.

    Isso tudo tem jeito!

  5. Cada dia tem uma palavra nova, um jargão infundado.
    Tem um programa de rádio em SP, todas as tardes, que os caras profetizam, falam em linguas estranhas sem parar, pedem que os ouvintes adquiram carnês, os quais mudarão as vidas, e ainda inventam palavras, tais como canabria – o que será isso? Além de chamar o seguidores: os homens são vasos; as mulheres vasas.

    Francisco

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