Opinião: As marcas com que saí da 39º AGO

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Por Eduardo Leandro Alves (*)
Estou voltando da 39ª AGO da CGADB no estado do Espírito Santo. Volto desta AGO com marcas profundas. Sinceramente, não sei se em minhas orações peço a Deus para que apague estas marcas ou para que as deixe para que eu nunca mais me esqueça do que aconteceu, dos sentimentos que tive sentado naquele auditório. Não seria elegante de minha parte relatar algumas das palavras ditas (bem feias, diga-se de passagem) e nem algumas cenas deploráveis que presenciei.

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As marcas com que saí desta AGO me dizem que está banalizado o Ministério Pastoral. Todos nós somos pecadores e estamos sujeitos ao erro. Não foram poucos os erros apresentados naquela plenária, sobre tudo em relação a balanços financeiros “maquiados”, informações falsas, e que ficou comprovado. Mesmo assim não houve nem um pedido de desculpas, perdão. Nem uma palavra como: “por favor, em nome de Jesus me perdoem, foi um erro acidental, não uma prática comum”. Nada disso. Pelo contrário. Fomos brindados com uma “pérola”: “isso é prática comum nas convenções e presidência de ministérios”! Só se na convenção ou ministério de quem disse isso!! Na igreja em que trabalho não!!! Na Mesa, nem uma palavra sobre isso. Assistiam a tudo imóveis (pelo menos essa era a impressão que se tinha do plenário); nem um pedido de perdão, desculpas… Talvez para eles pastor pedir perdão não seja ético. No final, 80% da chapa foi eleita. Sem desculpas, sem maiores explicações… mas a culpa não é deles… talvez estejam certos… talvez realmente seja prática comum… a maioria aprovou a continuidade… e uma continuidade a mais de 20 anos… é… talvez realmente seja prática comum. Tão comum que a maioria nem se espanta quando nem uma retratação pública é feita.

As marcas que saí desta AGO também foram feitas por “cabos eleitorais”. Me perdoem a franqueza, pareciam mais “Pit buls” enfurecidos a berrar nos microfones: “prevaricou, prevaricou, prevaricou!!!” A impressão que tenho é que nunca vou esquecer o olhar, o rosto de um deles vociferando no microfone e em direção a câmera que transmitia as imagens para o telão. Nesse momento alguns de nós se sentiram como “ovelhas no meio de lobos”. Ainda fecho os olhos e vejo aquela face raivosa vindo em minha direção.

As marcas que saí desta AGO me confirmam que o poder corrompe, e que as pessoas se apegam a ele. Também me diz que Jesus não criou a igreja para ser uma instituição tão poderosa que amizades de anos se percam nesta disputa. Alguns tem a ousadia de dizer que no plenário vale tudo, os nervos se exaltam… Mas do lado de fora não… é… Talvez seja verdade, talvez Jesus só esteja mesmo do lado de fora…

As marcas que saí desta AGO me fez lembrar das palavras de Jesus: “o que adianta ganhar o mundo intero e perder a sua alma”? Estas marcas me fazem lembrar que perder a alma não é só ir para o inferno. Você perde a alma quando perde a sua família, seus amigos. Você perde a alma quando se vende para a instituição, para a politicagem, para a disputa sem escrúpulos, quando se vende para o poder. Quando isso acontece, os sentimentos se entorpecem, a mente cauteriza… Ganha-se o mundo… Perde-se a alma, perde-se o libertador da vida.

As marcas desta AGO me fizeram lembrar de um texto do livro “Sete Hábitos das Pessoas Muito Eficazes”, escrito por Stephen R. Covey: “Quando olho para as tumbas dos grandes homens, qualquer resquício de sentimento de inveja morre dentro de mim; quando leio os epitáfios dos magníficos, todos os desejos desordenados desaparecem; quando me deparo com o sofrimento dos pais em um túmulo, meu coração se desmancha de compaixão; quando vejo a tumba dos próprios pais, lembro-me de como é vão chorarmos por aqueles que logo seguiremos; quando vejo reis colocados ao lado daqueles que os depuseram, quando medito sobre os espíritos antagônicos enterrados lado a lado, ou os homens sagrados que dividiram o mundo com suas discussões e contendas, medito cheio de dor e surpresa, sobre a pequenez das disputas, facções e debates da humanidade. Quando leio as variadas datas dos túmulos, algumas recentes, outras de seiscentos anos atrás, penso no grande Dia, no qual seremos todos contemporâneos, e faremos nossa aparição conjunta”.

As marcas desta AGO me dizem que a sedução do aplauso é vã. As disputas e invejas nos igualam aos homens maus. Para os que entram na corrida por posição e triunfo, não há vencedores, é uma corrida perversa que no fim esmagará a nossa alma. O Reino de Deus é diferente, o maior é o menor; a matemática de Deus é diferente, Ele deixa noventa e nove ovelhas para buscar uma; revira toda uma casa arrumada para encontrar uma simples drácma perdida. Os valores do Reino são superiores, não podemos trocá-los pela moda do dia ou por um poder temporal. Somos chamados a sermos ovelhas.

Houve um homem na história, filho de um bom pai, educado nos princípios religiosos que seus pais haviam recebido de Deus, mas que não conseguiu compreender os princípios do Reino de Deus. A história não o perdoou. Esse homem é Esaú. A história acusa Esaú de trocar a benção futura por um prazer imediato (Hb 12.16), dando a ele um adjetivo: profano.

Não sei se vale a pena orar a Deus para que apague estas marcas. Não quero ser lembrado como PROFANO. Quero tentar entender o Reino de Deus. Quero aprender a me arrepender das minhas mazelas. Quero aprender a pedir perdão. Não quero perder a minha alma.

***
(*)- Resposta do internauta ao tópico: Eleições convencionais na CGADB – Reflexão.
Também no blog Terra de Gigantes, Via: Púlpito Cristão

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4 COMENTÁRIOS

  1. Graça e Paz!
    Quero aqui parabenizar o irmão pela bela reflexão, que realmente nos leva a pensar o que estamos bu8scando como obreiros do Senhor. Muitos estão em busca da realização própria vale mais um nome reconhecido no país do que ter a certeza de ver almas com seus nomes escritos no livro da vida.
    Como o irmão eu temo pela minha alma e a cada dia oro a Deus para que me guarde destas ambições que só afastam o homem de Deus, fazendo com que ele perca algo muito importante que é sua intimidade com o Criador, criando expectativas terrenas, para alcançar o poder e receber as honrarias terrenas.
    Que o Senhor nos guarde e nos ajude a vencer estas tentações.

    Uilson Camilo.

  2. Meu irmão, são essas coisas que me fazem repensar a minha vida como pastor. O que que tem me motivado no pastorado. As ovelhas, o poder, o desejo de ser reconhecido? Precisamos todos os dias fazer uma leitura desses líderes e as suas motivações para ver se nós não estamos ficando iguais a eles. O poder seduz, e muitos por causa dele já, a muito tempo, se esqueceram do chamado pastoral. Que o Senhor nos ajude a não cairmos nos erros que hoje nós condenamos e que eles também condenavam.
    Fique na Paz!
    Pr Silas

  3. Prezamado Leonardo,

    A Paz do Senhor!

    Eu não aceito o que estão falando dos líderes e da PROFECIA colocada em total evidência.

    Devemos analisar o lado bom do que tem ocorrido, e pensar como um bom servo de Deus da seguinte forma, pois, penso que é o que eles devem estar desejando em seus corações, como homens de Deus.

    1) Deve ter acontecido um acordo, para que os demais da igreja tivessem uma experência em aprender o que não se deve fazer na obra de Deus.

    2) A liderança desejou repassar orientações diretas de como não se posicionar na Casa de Oração, apesar de chamarem Casa de Deus.

    Dizem Casa de Deus. Já erram por aí, porque o certo é Casa de Oração. Nós somos o Templo do Espírito Santo no Novo Testamento. A Casa de Deus existia somente no Velho Testamento.

    3) O Senhor nosso Deus, deve ter retirado o Espírito Santo dos líderes, para que pudessem demonstrar com carinho o que não se deve fazer quando se alcança altas posições dentro do corpo da igreja.

    4) Não houve aviso, sobre erros que ocorreram e a possibilidade de corrigí-los, porque o povo evangélico deveria saber reconhecê-los por sí mesmos, e assim estariam aprendendo por conta própria, e teriam sua esperiência em descobrí-los, como se fôsse um Jogo de Adivinhação.

    5) Todos poderiam brincar, sobre quantos erros iriam acontecer durante o evento, e por ser uma brincadeira de PROFECIAS E DESACATOS. Cada irmão no Brasil e no mundo, teria a oportunidade de tentar encontrar o maior número de erros. Poderia se chamar Jogo dos milhares de erros. Se colocassem o número 7, poderiam chamar de número de Deus, e seria um número extremamente reduzido de erros, para os milhares que participariam desta brincadeira.

    6) Todos deveriam esquecer o mais rápido possível o resultado deste evento, em concordância com a Palavra de Deus, e não perdoar a nenhum dos participantes, porque eles estavam apenas brincando de inimigos. Era pura demonstração de um ensino mais direto. E todos deveriam aprender. Não houve pecado à ser perdoado.

    7) Existe a possibilidade, de ter sido um sonho ou um pesadelo, o que ocorreu com cada um dos que tomaram conhecimento do evento e se for assim, todos devem esquecer dos primeiros 6 tópicos mensionados neste comentário.

    8) O responsável por este comentário pode estar delirando.

    9) Pode ser que este comentário não exista e todos, que o leem, estão diante de uma alucinação.

    10) Pode ser que exte comentário nem existe e vocè pensa que o está lendo.

    11) Fim! Veremos se é uma alucinação quando completar mais 4 anos, e o jogo recomeçar!

    O Senhor seja com cada um, que pensa ter lido este comentário. Ele não existe. É apenas uma lição!

    pr. Newton Carpintero
    http://www.pastornewton.com

  4. II Pedro 2:1
    E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

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