O comprador de mortos

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Por Leonardo G. Silva – Th.M.

Muitos de vocês já viram um morto. Não é uma visão aprazível. Por melhor que seja a maquiagem, por mais nova que seja a roupa, e por mais bem ornamentado que esteja o féretro, nada disso é capaz de disfarçar a morte. E ainda que você tenha amado muito a essa pessoa em vida, ninguém está disposto a levar o morto para casa. Em nossa cultura, não embalsamamos os mortos; nós os enterramos, e procedemos assim por entender que a carne humana inerte não vale nada. Depois de mortos, valemos menos que gado (ao menos a carne destes vale alguma coisa).

Ainda me lembro da primeira vi o meu rosto através do espelho da graça de Deus. O toque do Espírito Santo no meu coração me fez ver pela primeira vez como eu realmente era (Jo 16.8). Ah… que visão horrível! O que eu contemplei não era um homem enfermo, ou um moribundo em estado terminal. Eu me vi morto (Ef 2.1)! O rosto pálido, sombrio. A tez sem vida. O corpo em decomposição, alastrando o cheiro podre da minha extenuação.

Há certas coisas em Deus que jamais vou entender. Nunca entenderei como ele pode oferecer o melhor que ele tinha a fim de redimir o que de pior havia. Realmente não sei o que levou o filho de Deus a comprar uma legião de mortos, e ainda pagar tão caro! Você me dirá: certamente foi o seu amor, e eu te responderei que não se trata disso. Eu não duvido do amor de Deus; eu me assombro diante desse amor. Que amor é esse? Amor de um vivo por um morto? Como ele pode amar um morto?

E quanto vale um homem morto? Quem entre nós seria capaz de pagar um só centavo por um cadáver em estado de putrefação? Pois Cristo fez isso! Ele pagou o maior preço possível pela pior mercadoria que existe. Esse é o Deus que eu amo: ótimo amante, mas péssimo negociante…

***
Via: Púlpito Cristão

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13 COMENTÁRIOS

  1. Novamente, meus parabéns…
    Ôh! Título Excepcional!

    Nem precisava escrever nada, rs, o Título comprimiu tantas letras que seria impossível expandí-las novamente sem que algo ficasse sem ser dito… mas ao fazê-lo expandir sobre um pequenino trecho, você expôs parte de tudo o que o título condensou, …, de lá sai muito mais e isto por si só já nos aguça demasiadamente e nos humilha perante a revelação de Deus em Cristo Jesus…

    mais uma vez, excelente, …
    mantenha o padrão, rs, …

  2. Olá, “Sou o que os olhos de Deus vêem”!

    Eu tenho exatamente a mesma impressão. A cada dia me dou conta de que não o amo como deveria amar e de que jamais conseguirei compreender esse amor! Mas, mesmo sem entendê-lo totalmente, desejo viver e experimentar esse amor a cada dia…

    Abraço,

    Leonardo

  3. Olá Ricardo,

    Obrigado pela visita e comentário. Esse amor de um vivo pelos mortos é inexprimível. Nem o título, nem o texto pode descrever com perfeição que amor é esse. Mas podemos sentí-lo, e com o coração entender aquilo que as palavras não dizem.

    Abraço,

    Leonardo

  4. Olá, Jonara.

    Entendeu agora o que eu quis dizer quando me referi ao fato de que estávamos mortos? Escandalize-se que quiser, mas Deus é um necrófilo!

    E é também por isso que eu prego que a salvação é obra exclusiva de Deus.

    Abraço,

    Leonardo

  5. Esse cara já pegou o fio da meada.
    Mais um pouco e ele chega lá.
    É isso aí Leonardo.
    Já percebestes que aí tem coisa.
    Tem muita coisa que não faz sentido e é obvio que Deus jamais faria algo sem sentido.
    Em sendo Deus, com certeza sabe negociar.
    Somos nós (mercadorias) que não sabemos e, desconfio, que jamais saberemos os motivos que levaram o Mercador a fazer tal transação.

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