Que cristianismo é esse?

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Por Levi Bronzeado

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que, no tempo da igreja primitiva se entregou ao Imperador Constantino em troca de cargos e isenção de impostos; costume esse, que felizmente para uns e infelizmente para outros, ainda hoje reina?

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O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que, no tempo do imperador Justiniano fomentou perseguições, revoltas e guerras por causa do culto às imagens de esculturas, ─ que ainda hoje, alguns praticam para gáudio de seus próprios “egos”?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que, para cristianizar e escravizar os povos do Ocidente fez do Rei Carlos Magno, seu chefe espiritual ─, cujo ideário ainda se mantém intacto na esdrúxula politicagem atual?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que introduziu as Cruzadas, para em duzentos anos de guerra, praticar roubos e crimes em nome de Deus ─, semelhante a nossa história de D. João VI para cá?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que promovia execuções públicas para concretizar sua intenção de intimidar o povo no tempo das grandes inquisições ─, que de forma escamoteada ainda predomina entre nós?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que fez do judeu convertido Tomás de Torquemada um sanguinário implacável, o qual em defesa da fé jogou dez mil à fogueira? ─ Fogueira essa, hoje, representada pelo submundo dos desvalidos e marginalizados do nosso imenso país.

O que o Cristo tem a ver com esse cristianismo que prendeu e torturou Galileu, só porque ele afirmou, com comprovação científica, que o sol e não a terra, era o centro do nosso sistema planetário ─ fato que ainda hoje faz da ciência a maior inimiga da religião?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo, que no Brasil, a troco de civilização, escravizou os nossos antepassados com um espúrio catecismo imposto a ferro e fogo, e que hoje, com um outro nome (doutrina) ─, faz o mesmo papel?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que reconstruiu os muros da intolerância entre as nações ─, e continua até hoje, através dos massacres ideológicos dos paises de primeiro mundo contra os de segundo e terceiro mundos?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que restaurou o véu do templo, para ali, tentar falar com Deus sem a intermediação do seu Filho ─, como fazem algumas seitas que não quero revelar os nomes?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que faz propaganda enganosa de curas, diariamente, com horário pré-estabelecido nas emissoras de televisão?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que estimula e exalta os instintos arcaicos dos indivíduos, levando-os, por fim, a uma histeria coletiva grotesca ─, que muitos acreditam ser o mesmo poder que desceu sobre os que estavam reunidos em Jesusalém no dia de Pentecostes ─ acontecimento registrado no livro de Atos dos apóstolos?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que reedita a Sua crucificação ─ ao substituí-Lo por amuletos e réplicas desrespeitosas dos símbolos judaicos, numa heresia nunca vista nos últimos tempos?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que leva multidões de incautos, sem sabedoria, a se reunirem para sessões de quebra de maldições em praça pública ─, invalidando o sacrifício d’Aquele que se fez maldição por nós?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que deturpa o sentido dos versículos bíblicos ─, ao afirmar que, se o crente não possui tudo o que o vil deus Mamon oferece, é porque está em pecado?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que faz da Bíblia o livro mais vendido no mundo ─, para simplesmente ser carregada por muitos, em procissões, como imagem de escultura?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que prega e “emprega” ─, mas evita ao máximo, que as almas se disponham a comprovar através do estudo, se o que se alardeia é correto ─ como fizeram os de Beréia?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo que divide os crentes em duas classes ─ os de primeira classe são os que têm o dom de glossolalia, e os de segunda classe são aqueles comedidos que só falam o seu idioma pátrio?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo, que de forma engenhosa e sutil, continua nos nossos dias iludindo a muitos ─ com seu discurso hedonista, recheado de atraentes guloseimas que empanturram o corpo e enfraquecem o espírito?

O que Cristo tem a ver com esse cristianismo de pífios espetáculos e práticas escandalosas, cujos líderes promovem disputas engalfinhadas para se apoderar do farto comércio do “butim gospel”?

Na verdade, meu irmão, Cristo não tem nada a ver com esse simulacro de cristianismo que vem sendo difundido desde os tempos mais remotos – pelos quatro cantos da Terra.

***
Fonte: Ensaios & Prosas

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5 COMENTÁRIOS

  1. Amado irmão Leonardo,

    Este é um excelente artigo, como tantos outros deste blog. Parabéns! Pediria licença, ainda, para citar apenas mais duas frases:

    Que Cristo tem a ver com este cristianismo que esquece do amor às vidas, deixando de anunciar o verdadeiro evangelho, com compaixão, ousadia, amor e temor e tremor, sofrendo pelas almas que perecem e chorando pelos pecadores?

    Que Cristo tem a ver com este cristianismo que deixa de lado o próprio irmão a fenecer sem esperança e ânimo, permitindo-o abandonar a fé e o amor, em face da intensa iniqüidade (Mt. 24:12), esquecendo-se do exemplo do apósto que sofria de dores de parto pelos que ele ganhava para o Reino de Deus (Gl. 4:19)?

    A paz do Senhor, meu amado! Muito edificante a mensagem!

    Jordanny Silva
    Brasília

  2. CRISTIANISMO VAZIO E UTÓPICO

    No Novo Testamento a palavra “Igreja” é traduzida da palavra grega “ekklesia”, que significa um grupo de indivíduos chamados para formar uma reunião ou assembléia. A palavra é mais comumente usada para descrever um grupo de crentes no Senhor Jesus Cristo. Assim, Paulo fala da Igreja de Deus, que o Senhor resgatou com o Seu próprio sangue – Atos 20 : 28. A Igreja não é uma organização, mas um organismo. Não é uma mera instituição, mas uma unidade viva. É a comunhão de todos os que nasceram de novo e participam da vida de Cristo e, conseqüentemente, estão unidos uns aos outros pelo Espírito Santo. É uma família de fé, ou pelo menos deveria ser, onde todos têm objetivos comuns, a adoração a Deus.

    Ao lermos o livro dos Atos dos Apóstolos, não há como não ficarmos tomados pela emoção, perturbados e ao mesmo tempo perplexos. A emoção justificada pela fidelidade e pela coragem; perturbados ao percebermos que algo novo como o Evangelho conseguiu mover aquele povo; perturbados ao percebermos as distorções entre o cristianismo daquele tempo e o cristianismo de hoje. No livro de Atos, nos seus vários capítulos, nós vemos o cristianismo legítimo sendo exercido pela primeira vez na história humana em toda a sua plenitude. Ficamos emocionados por vermos a Igreja de Cristo no esplendor de sua juventude, com valores que expressam a sua integridade, um corpo de homens e mulheres comuns unidos num objetivo único, numa comunhão impar, jamais vista na terra.

    Ficamos, no entanto, embaraçados por sabermos que essa é a Igreja como ela deveria ser, mas que nos dias de hoje não representa em nada os ideais dos Apóstolos na missão de pregar o Evangelho. Há um abismo intransponível entre aquela comunidade de fé dos tempos apostólicos e a igreja moderna, com violações de práticas e princípios que mascaram as verdades Bíblicas ensinadas em todo o Novo Testamento. A Igreja vigorosa e flexível, pois naqueles dias ela ainda não havia se tornada gorda e sem fôlego, por causa da prosperidade, ou paralisada pelo excesso de organização fazia diferença, mesmo diante das perseguições e dos desafios que ela enfrentava na pregação da Palavra de Deus. Aquelas pessoas não praticavam “atos de fé”, elas criam; não recitavam oração, elas oravam de verdade, não faziam palestras sobre medicina psicossomática ou psicologia, mas simplesmente curavam os enfermos; não buscavam riquezas ou ostentações, mas vendiam tudo e sustentavam-se nas suas necessidades. Segundo lemos em Atos 4 : 32 a 34 havia uma unidade entre corações e almas, a consciência era de que não eram donos de nada, havia graça abundante e não existia entre eles necessitados. Aqui esta o abismo a que me referi acima, a intransponível barreira que se instalou em nossas comunidades de fé hoje onde o “cada um pra si e Deus para todos” é evidenciado pela busca incessante de bens e riquezas por parte dos fiéis e suas igrejas; cujos templos em muitos casos são verdadeiros palácios, a ostentação e o luxo são objeto de desejo de boa parte dos que lideram estas comunidades religiosas. Os castelos religiosos estão ai, é só dar uma olhadinha.

    O fundamento básico do cristianismo nos seus primeiros dias era o testemunho, fato que causava impacto não só na vida das pessoas, mas também nas autoridades que viam nos cristãos uma ameaça para as suas pretensões. A perseguição levou a igreja a se expandir pelos cantos da terra e não a inchar como vemos hoje, com grandes e suntuosos templos construídos para atender e dar satisfação ao corpo, mas que cada vez mais, pala luxúria que ostentam, distanciam mais o homem de seu criador e por conseqüência de seu semelhante. Em todo o lugar por onde passavam os cristãos provocavam um reboliço com a fidelidade e a sinceridade com que testemunhavam do poder e do amor de Deus sobre as suas vidas. Hoje o que vemos é uma mistificação de valores e crenças que em nada se relacionam com aquilo que os nossos antecessores deixaram para nós como modelo de vida cristã, assim a adoração tornou-se em exercício de auto-exaltação e de valorização do eu. O que temos em comum hoje como cristãos? Apenas o nome e nada mais. A igreja é movida hoje por valores que levam o homem a uma busca desenfreada pala prosperidade e para isto a grande maioria só lembra que tem um irmão na fé quando o encontra dentro de uma igreja. Nome? Ai a coisa complica, pois a relação de irmandade passa longe e a preocupação em conhecer e saber dos problemas que aflige o seu semelhante não fazem parte do cristianismo moderno. Ter tudo em comum? Nem pensar! Socorrer os pobre e as viúvas? Bem, aí nós entregamos uma cesta básica de vez em quando e estamos quites!

    A verdade é que a igreja moderna há muito se perdeu nos seus conceitos e cada uma a seu modo, faz do cristianismo uma bandeira de negócios muitas vezes escusos, outras sequer sabem bem quais são os seus objetivos, outras existem apenas para enriquecer grupos de pessoas que fazem do Evangelho uma indústria onde o lucro fácil deixa de lado coisas como verdade, honra, caráter, ética e moral para constituírem verdadeiros impérios nos meios religiosos. Movida a “correntes e preces milagrosas” ela parece nem se lembrar de sua história e sua função neste mundo.

    Lemos em Atos 17 : 6 : ”…estes que alvoroçaram o mundo chegaram até nós”. O texto mostra a ousadia e o impacto que os cristãos do primeiro século casavam quando chegavam em lugares onde a novidade do Evangelho não havia alcançado. Aqueles, com suas mensagens e seus testemunhos provocavam um reboliço no seio da sociedade fazendo com que fossem e disputassem com eles sobre as Escrituras Sagradas. E hoje, como igreja, que impacto estamos causando em nossas comunidades? Que diferença há entre as nossas práticas e as do mundo que nos rodeia? Somos ousados ou tememos as reações? Temos argumentos ou nos escondemos nos nossos conceitos de privacidade religiosa para não pregarmos o Evangelho? Creio que é preciso fazer uma diferenciação básica entre “evangélico” e “cristão” hoje. Evangélico hoje é algo comum, e qualquer um por motivos que não cabe aqui tratar, usa esta argumentação para referendarem suas crenças. Cristão, por outro lado está explicitamente ligado a um compromisso de vida que espelhe e evidencie aquilo que Jesus deixou nos seus ensinos como modelo para que exercitássemos a nossa vida cristã, coisa que hoje infelizmente é raro encontrarmos dentro de nossas igrejas. Há sim, uma imitação barata que na verdade nada tem a ver com aquilo que de fato representa um compromisso de vida digna de ser denominado cristão. Na realidade a confusão é generalizada e cada um, a seu modo, faz o que bem entende ou por comodidade ou por interesses, mas sem qualquer comprometimento sincero com os conceitos Bíblicos que deveriam nortear a nossa vida religiosa.

    Muitos cristãos hoje oscilam desequilibradamente na crença num Deus ora amoroso que aceita tudo que for feito pelo homem com o objetivo de prestar culto, que tudo perdoa; ora justo, que pune o pecado e assim quando os males afligem a primeira coisa é condicionar tal sofrimento a alguma situação de pecado, como se Ele Deus fosse contraditório e tivéssemos que escolher a quem seguir. A contradição é nossa, pois somos seres que nascemos em pecado, não Dele, Deus que é amoroso e justo. Quanto ao seu amor, devemos nos submeter integralmente a ele. Quanto à sua justiça devemos nos render sem impormos qualquer condição para isto.

    A Igreja moderna, para merecer o título de cristã, precisa ter em mente o exemplo da igreja apostólica descrita no Novo Testamento, não para repetir as formas adotadas pelos cristãos do passado, porque estas são irrepetíveis e aqueles viveram uma experiência impar na história do Evangelho, mas para viver os princípios que moveram as vidas desses nossos pais da fé. O Evangelho é simples, no entanto por pura falta de intimidade com o mesmo vemos as nossas comunidades inventando e criando formas que possam atrair e agradar a seu publico, mesmo que estas agridam aquilo que está descrito nos ensinos apostólicos. O culto na sua quase totalidade está vazio e sem conteúdo; a expressão de adoração e de louvor foi aos poucos sendo substituída por uma algazarra que em muitos casos beira o ridículo em situações que muitas vezes Deus sequer é lembrado como Senhor de todas as coisas.

    A idolatria que tanto é condenada nas Escrituras é praticada livremente em nossas comunidades onde líderes são adorados como se fossem deuses; seitas são reverenciadas e idolatradas como se os seus atributos substituíssem Deus na sua onipotência, onipresença e onipotência. Pastores e Bispos se tornaram os donos da verdade e confrontá-los ou ir de encontro aos seus ensinos é tido como pecado mortal; contrariá-los significa contrariar a Deus, mesmo que os seus conceitos afrontem os ensinos de Jesus para o exercício da fé cristã. São os “intocáveis”.

    A simplicidade da igreja do passado deu lugar a uma modalidade de religião construída sobre a égide da pompa, do estrelismo, da suntuosidade e do espetáculo. O show expulsou das celebrações o caráter espiritual do culto dando espaço para que os artistas da fé e os animadores de auditório assumissem o papel que antes pertencia ao servo de Deus, que com humildade e segurança na mensagem conduzia o povo a um compromisso maior com o Criador. Vejo com tristeza que há muito pouco por ser feito no sentido de conduzir o povo de Deus na busca do primeiro amor, de um comprometimento real, verdadeiro e sincero com Deus. As pedras estão clamando através da criminalidade, da imoralidade, da corrupção e do distanciamento do homem de Deus, portanto, é imperativo que aqueles que assumiram um compromisso com o Senhor Jesus possam atender de maneira sincera aos clamores daqueles que desesperados, buscam por algo que possam aliviar os sofrimentos da alma e do coração. Transpor o abismo é difícil, mas não é impossível, basta que haja submissão total a Deus cumprindo com fidelidade aquilo que ele próprio nos deixou através de seus ensinos Sagrados.
    Carlos Roberto Martins de Souza – crms1casa@hotmail.com

  3. Prezado irmão Carlos Roberto

    Comparo o seu inspirado texto-comentário “Cristianismo Vazio e Utópico”, às águas de uma enchente, que leva de roldão tudo que foi construído sem alicerce e base sólida.

    Faço votos a Deus, que as palavras que saíram de sua pena, mostrando a cegueira espiritual atual, possam reverberar positivamente nos corações daqueles que, metamorfoseados com as vestes da hipocrisia e dos interesses escusos, aliaram-se (consciente, ou inconscientemente) ao deus “mamon”.
    Que eles se arrependam e parem com a execução dessa pífia comédia, de conteúdo “vazio e ilusório”, denominado: cristianismo gospel.

    A LUTA CONTINUA, EM PROL DA VERDADEIRA MENSAGEM DE CRISTO.

    Levi B. Santos

  4. Gostaria de ler todos os comentários, porque gosto de ler tudo.

    Mas o comentário longo, faz com que a gente se esqueça da mensagem apresentada no post.

    O comentário longo geralmente não vem distribuído em parágrafos, dificultando assim a sua leitura.

    Algumas vezes o comentário longo é na realidade um post de outro blog.

    Que melhor seria o autor pedir a autorização do responsável pelo blog onde ele está comentando, para o texto ser postado como um post.

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