Crente pode julgar?

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Por Ciro Sanches Zibordi
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Embora concordem no todo ou em parte com o que lêem aqui, muitos têm dito: “Não cabe a nós julgar”,“Quem é você para julgar?” ou, ainda, “Somos o único exército que mata os seus soldados”.
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Ora, como diz a Palavra de Deus,“já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”(1 Pe 4.17). E, se alguém ainda pensa que não cabe a nós julgar, e que o fato de reconhecermos os nossos erros e combatê-los segundo a Bíblia é “matar soldados”, é bom que reflita com base nos pontos mencionados abaixo:
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1. Segundo a Bíblia, nunca devemos desprezar pregações, ensinamentos, profecias, hinos de louvor a Deus, bem como sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Ts 5.19,20). Nesse sentido, de fato, não devemos julgar. Mas cabe a nós provar, examinar se tudo é aprovado pelo Senhor (At 17.11b; 1 Ts 5.21; Hb 13.9). Em 1 Coríntios 14.29 está escrito: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”. E, em 1 João 4.1, lemos: “Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. Este é o tipo de julgamento que faço neste blog.
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2. Devemos julgar segundo a reta justiça (Jo 7.24), e não pela aparência, por preconceito ou mágoa de alguém. Jesus condenou o julgamento no sentido de caluniar: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1), mas, no mesmo capítulo, Ele demonstrou que devemos nos acautelar dos falsos profetas e apresentou critérios pelos quais podemos julgar, isto é, discernir, provar, examinar (Mt 7.15-23).
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3. Sempre devemos julgar pela Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14), pois ela está acima de mim, de você, de nós, do cantor fulano, do pregador beltrano, da vocalista cicrana, dos anjos (Gl 1.8), da igreja tal, etc. Leia 1 Coríntios 4.6; Salmos 138.2.
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4. Devemos julgar de acordo com a sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). A verdadeira Igreja de Cristo é a que o acompanha, o segue, e não aquela que segue ao seu próprio caminho. Em Apocalipse 2 e 3 vemos exemplos de igrejas que agradavam a Jesus (a minoria) e de outras, que não faziam a vontade dEle.
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5. O julgamento deve ocorrer também segundo o dom de discernir os espíritos dado às igrejas de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). Mas a falta deste dom em algumas igrejas locais faz com que os crentes se conformem com o erro e digam: “Quem sou eu para julgar?”, etc.
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6. Devemos julgar tudo com bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11). Você pode me julgar, analisar o que eu escrevo, examinar, contestar, sabia? Mas com bom senso, à luz da Palavra de Deus, e não de maneira agressiva, com um comportamento de fã, defendendo o seu grupo ou seu cantor preferido. E não basta fazer citações bíblicas. É preciso saber citar versículos bíblicos que estejam em harmonia com contexto. É necessário saber manejar bem a Palavra de Deus (2 Tm 2.15).
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7. Devemos julgar, ainda, de acordo com cumprimento da predição, no caso da profecia (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a). Com já mencionei neste blog, a “apóstola” tal (Alguém sabe do seu paradeiro?) afirmou que Jesus voltaria num dos sábados de julho de 2007? Muitos esperaram o seu cumprimento até o último sábado… Mas, no caso desta predição, não era nem necessário esperar, pois já estava reprovada desde o início pelo teste da Palavra!
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8. Finalmente, devemos julgar de acordo com a vida do pregador, da cantora, do profeta ou do milagreiro (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22):
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Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus?
Ele(a) honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?
Ele(a) demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor?
Ele(a) ama os pecadores e deseja vê-los salvos?
Ele(a) detesta o mal e ama justiça?
Ele(a) prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação?
Ele(a) repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?
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“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis”
Mateus 7.15-16.
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Fonte: Blog do Ciro

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21 COMENTÁRIOS

  1. Prezado Leonardo

    Já que o tema que o Ciro abordou aqui versa sobre “o julgar”, gostaria de pedir a sua paciência para aqui postar, a título de comentário, um texto que apesar de ser longo, nos suscita uma reflexão sobre os “julgamentos” que fazemos comumente na nossa vida de relação.

    DOS JULGAMENTOS E DAS SURPRESAS

    Em nossos relacionamentos pessoais estamos constantemente exercendo racionalizações sobre o outro. Quer conscientemente, quer inconscientemente, estamos a valorizar certos ideais ou verdades pré-estabelecidas que nos são de suma importância. Temos os nossos valores que se confrontam com os ideais do outro. Muitas vezes, aquilo que mais prezamos, é desprezado pelo nosso semelhante, por nossos familiares, ou nossos amigos. Às vezes, os nossos valores parecem-nos tão importantes e inquestionáveis que chegamos a pensar que todas as pessoas deveriam aceitá-los.
    Cada pessoa é um ser único neste mundo, tem a sua própria história de vida, tem a sua própria “visão de mundo”. Devemos refletir que ninguém é obrigado a sentir o que sentimos, da forma como sentimos. Os julgamentos que fazemos são puramente subjetivos, pois cada um percebe de modo diferente as suas convicções. Às vezes, colocamos o outro em um patamar inferior, por não conseguir perceber ou se expressar a nossa maneira sobre determinados sentimentos ou idéias. Não é por acaso, que somos apanhados de surpresa toda vez que subestimamos ou superestimamos o nosso próximo. É de nossa própria índole este maniqueísmo de pensamento: “Ele é bom ou mau?” “Está certo ou errado?” “É superior ou inferior?”. É entre estes dois pólos, entre estes dois extremos, que realizamos a maior parte do nosso jogo de julgamento de valores.
    Subestimamos o outro quando o julgamos incapaz de ter determinada virtude. Superestimamos o outro quando o achamos inatingível em suas qualidades ou virtudes.
    Os julgamentos que engendramos cotidianamente em nossa mente, a respeito do outro, trarão como conseqüências as inevitáveis “SURPRESAS”, que de acordo com nossas racionalizações, denominamos de Surpresas agradáveis ou Surpresas desagradáveis. Diante de algumas surpresas ficamos tristes; diante de outras ficamos alegres.
    Entre os inúmeros exemplos, colhi um, para demonstrar como um julgamento por “superestimação” pode nos proporcionar uma “surpresa desagradável”:
    Uma pessoa sofreu uma grande decepção que lhe deixou arrasada, quando soube que um ‘casal exemplar’, na mais sublime concepção conjugal da palavra, cometeu uma gigantesca insensatez. Esta surpresa lhe trouxe um gosto amargo, pois julgava o “perfeito casal” supracitado, acima de qualquer suspeita. Nesse caso, a elaboração de um julgamento prévio, em nível pré-consciente, fez o sujeito da ação, projetar no outro um ideal inatingível. A imagem do casal foi se solidificando paulatinamente, como se estivesse sobrepondo argila, camada sobre camada. Quando aquilo que se tem a respeito do outro, como imagem definitiva, desmorona, traz sempre em conseqüência uma surpresa desagradável. No centro de tudo está a superestimação, a qual é sempre fruto de um falso julgamento.
    Não é bom fazer do nosso próximo um baluarte de segurança, ética e moral, imaginando que nunca poderemos alcançá-lo, pois, aquilo que a gente coloca tão alto se desmancha no ar, podendo ocasionalmente nos levar de roldão. Ficamos frustrados por um dano imaginário, tristes por ter perdido um referencial que estava se vivenciando como algo real. O casal da história acima tinha se tornado um símbolo da “verdade aparente” do outro.
    A queda ou fraqueza daquele que nos servia de referencial nos traz um sentimento de tristeza; um sentimento de que algo dentro de nosso ser se perdeu. A superestimação engendrada quando se atribuiu uma perfeição inumana a dois simples mortais (o casal da história) foi responsável pela surpresa desagradável.
    Com a perda daquilo que idolatrávamos vai embora uma máscara que possuíamos, e que tanto prezávamos, pois era com ela que nos víamos no espelho do nosso relacionamento humano. Ao arrancar esta máscara de nosso rosto, sentimos a dor, de que com ela, foi embora um pouco de nossa pele. A surpresa decorrente de um julgamento por algo que superestimamos, dói demais.
    Quando tomamos consciência do falso julgamento que provocou em nós essa tristeza, nos refazemos, renovando nosso pensamento para prosseguir pelo mundo afora procurando não nos surpreender tanto. Façamos nossas as palavras de parte do segundo versículo, do capítulo doze, da carta de Paulo aos Romanos: “…Mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.”
    Um outro tipo de SURPRESA é a que nos agrada, nos causa alegria, e levanta nosso “ego”, a qual, também, não deixa de ser fruto de um falso julgamento engendrado no mais recôndito de nossa mente. Esta é por subestimação, contrária àquela que foi por superestimação.
    Para explicar a surpresa por subestimação tomemos entre os demais casos, este como exemplo: “um dos nossos filhos que considerávamos relapso nos estudos decide-se prestar um exame dificílimo. Racionalizamos logo em nossa imaginação, que o mesmo por não ter capacidade, não vai ter um bom desempenho, e um belo dia tomamos conhecimento de que o mesmo conseguiu ser aprovado. Então saímos logo a propagar a tão grata surpresa”. Fomos surpreendidos. Porém esta surpresa não incorreu em tristeza, como no primeiro caso do ‘casal perfeito’. De inicio a sensação que nos invade é de vergonha, pois julgávamos o filho incapaz. Só depois de uma reflexão apurada, é que temos a humildade de reconhecer que algo de bom veio de onde menos se esperava. É sempre assim: só esperamos algo de bom daquele “bem direitinho”, daquele “bem comportado” que reza pela nossa cartilha. A subestimação, no caso do filho considerado incapaz, adveio de uma projeção de nossa fraqueza em nosso próximo, fruto que foi, de nossa própria baixa auto-estima “Então nos flagramos dizendo: ‘não esperava nunca que ele fosse aprovado’. Se parássemos para pensar melhor, veríamos que primeiramente subestimamos aquele filho, para em conseqüência sermos surpreendidos por ele. Diante desta surpresa, nos alegramos, porque aquilo que pensávamos que era fraco, era forte ─ numa analogia ao que Paulo falou aos Corintios (… pois quando estou fraco, então é que sou forte). Somos desta forma, sempre traídos quando fazemos juízos de valores em relação ao nosso semelhante. Não temos a capacidade de realizar justo julgamento, pois, julgamos pelo que vemos e pensamos e não pelo que existe no coração do outro.

    Quanto nos causa prazer citar a parte final de Apocalipse 20:4: “… e foi lhes dado o poder de julgar”. Por enquanto, para nós mortais isto é impossível. Na outra vida, talvez possamos exercer esse dom com justiça e sobriedade, sem aquele tempero de vingança que até em sonhos permeia nossas ações nesse mundo competitivo e hostil.

    Graça e Paz,

    Levi B. Santos (www.levibronze.blogspot.com)

  2. “Protestantes protestam, ou pelo menos deveriam fazê-lo para honrarem a nomenclatura. Numa democracia o “demo / povo” expressa sua vontade, fala, opina, vota, enfim, protesta. Os membros e construtores de uma democracia são, por natureza e ofício, pro-tes-tan-tes; ou seja, reivindicadores. É de protesto em protesto que se constrói uma democracia; um regime democrático não existe onde não se pode exprimir desejos e vontades, fazendo um protesto. Portanto, protestantismo e democracia é uma combinação perfeita. Ou pelo menos deveria ser.

    Dizem alguns: Não é preciso protesto nem mudança. Democracia? Só o suficiente para não virar bagunça. No mais, tudo deve funcionar bem sob a tutela da liderança para a implantação do Reino de Deus que, coincidentemente, é universal”

    “Para a igreja hoje o que a ameaça não é o pecado, mas sim a democracia”

    “Quando as pessoas temem o governo, isso é tirania. Quando o governo teme as pessoas, isso é liberdade. Quando o governo teme a Deus, isto é submissão”

    ”Ditadura é um discurso constante te ensinando que seus sentimentos, seus pensamentos, e desejos não têm a menor importância, e que você é um ninguém e deve viver comandado por outras pessoas que desejam e pensam por você”

    “O que fica de pé, se cair a liberdade?”

    “A verdadeira liberdade consiste somente em fazer o que devemos, sem sermos constrangidos a fazer o que não devemos”

    “Liberdade sem democracia é privilégio, injustiça; cristianismo sem democracia é escravidão, é brutalidade”

    “Liberdade é uma possibilidade de ser melhor, enquanto que escravidão é a certeza de ser pior”

    “O processo ditatorial, o processo autoritário, traz consigo o germe da corrupção. O que existe de ruim no processo autoritário é que ele começa desfigurando as instituições e acaba desfigurando o caráter do cidadão”

    “Bom caráter é para ser mais enaltecido do que talento extraordinário. A maioria dos talentos é de uma certa forma um dom. Bom caráter, em contraste, não nos é dado. Temos que construí-lo peça por peça… por pensamentos, escolhas, coragem, e determinação”

    “Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e não venerado”
    Para as nossas lideranças hoje qualquer crítica é levada a efeito como um julgamento e aí nos condenam muitas vezes sem fazerem uma avaliação profunda daquilo que de fato queremos mostrar com os nossos comentários.

    A crítica é o instrumento básico de sustentação de um regime democrático. A soberania popular nos proporciona situações desta natureza. Assim, para muitos criticar soa como reclamar quando na verdade são opostos pela originalidade de suas formas gramaticais. Existe uma diferença enorme entre reclamar e criticar, desta forma o reclamante busca, reivindica ou protesta contra algo que lhe causa dano ou dolo. Já o crítico faz uma análise das circunstâncias com objetivos claros de expor, usando palavras a sua posição sobre determinado assunto. A etimologia de “crítica” vem da palavra grega krimein, que significa “quebrar” e também influenciou na formação da palavra “crise”. A idéia da crítica é quebrar uma obra – seja ela qual for – em pedaços para se pôr em crise a idéia que antes se fazia daquele objeto através de uma análise, desta maneira, ao emitirmos opiniões sobre determinados temas, fazemos na intenção de darmos um novo conceito à obra antes inteira e aparentemente imutável para quem a concebeu. Vender um produto não implica em obrigar todos a comprá-lo, até porque existem propagandas que não refletem as qualidades anunciadas nos rótulos onde são exibidas as informações sobre os mesmos.

    Por esta razão, o crítico faz sua própria interpretação de acordo com o contexto em que se encaixa o artista e sua obra. O resultado com certeza nem sempre será o esperado para todos, muito menos para o autor da obra, no entanto levando-se em conta que toda crítica quando levada a efeito através da análise de suas origens pode provocar o debate e o crescimento, é natural que prós e contras se encontrem no campo das divagações onde as idéias hão de fluir trazendo à tona idéias novas que poderão contribuir para o conjunto final da obra em apreço.

    O senso crítico, quando exercido com responsabilidade é fundamental em todos os aspectos da sociedade, o que não podemos aceitar é a idéia de reclamarmos de tudo sem que ofereçamos alternativas para aquilo que de fato nos causa desconforto. O que acontece é que na maioria das vezes o reclamante é omisso na geração de soluções, já o crítico, ao contrário, busca oferecer alternativas que de alguma forma possam ser produtivas para as relações nas várias esferas da sociedade, o que não deveria ser diferente no meio religioso.

    Quando reclamamos, o tom de lamúria é o primeiro a se manifestar o que é natural, pois a reclamação parte do pressuposto de que de alguma forma fomos prejudicados nas nossas intenções, nos nossos interesses ou nos nossos direitos. A crítica por outro lado, leva-nos a conjecturarmos, refletirmos e a avaliarmos o procedimento como um todo sem levar em conta apenas uma parte de todo o processo, talvez por isto a crítica causa mais impacto numa demanda ou em um debate do que reclamações, que na grande maioria tem fundamentos pessoais sem levar em conta a coletividade. O senso crítico, quando bem desenvolvido é salutar e faz parte do processo cultural de qualquer povo, o problema reside no fato de que na grande maioria das vezes fica mais fácil reclamar – o que virou mania na sociedade – do que criticar positivamente buscando contribuir para o crescimento e o desenvolvimento da sociedade nos vários grupos que a compõem. Desta forma, passando pela política, religião, família e economia vemos hoje pessoas dispostas a reclamar com veemência achando que assim fazendo estão somando forças quando na verdade, com tais práticas, qualquer cidadão estará subtraindo energias.

    O maior desafio hoje com certeza é rompermos as barreiras da reclamação buscando através de críticas saudáveis e sustentáveis, dar a nossa parcela de contribuição para o desenvolvimento de áreas que direta ou indiretamente nos afetam no nosso viver diário. No passado, por questões até da repressão política que dominou boa parte de nossa história, era mais cômodo reclamar do que criticar colocando a cabeça a prêmio nas mãos daqueles que detinham, pela força, o poder em nosso Pais.

    No Brasil, desde a sua “descoberta(?)” – tenho minhas dúvidas quanto ao assunto – o regime totalitário foi dominante e muitos dos que intentaram contra o sistema foram execrados e martirizados fato que a própria história deixou registrado para nós na vida de Tiradentes. A idéia era “reclamar sim, criticar não” e assim muitos heróis continuam anônimos até hoje e os próprios livros não conseguiram registrar nos seus anais o senso crítico de cada um deles.

    Senso Crítico é a “busca” da verdade pelo questionamento do “eu” do “outro” e do “mundo” com objetivos claros e com sentido de unidade. Á medida em que a criança aceita passivamente a imposição de normas e conceitos, ela deixa de desenvolver o seu senso crítico sobre o que é certo ou errado sendo subserviente aos seus genitores. Com certeza se o senso crítico de nossas crianças fosse desenvolvido no sentido de estabelecer o contraditório teríamos sim uma sociedade mais equilibrada e madura uma vez que aceitar sem questionar é ser conivente, é de alguma forma compactuar com os resultados sejam eles quais forem.

    O Evangelho, da forma como está sendo tratado onde as instituições têm mais valor que a defesa da fé, não está imune a críticas, portanto não seria prudente a nenhuma liderança tentar silenciar alguém que se vê diante do incomodo gerado pela transformação de nossas igrejas em mega negócios onde a preocupação é, antes de tudo, com a denominação e seus patrimônios e não com o objetivo maior que é a edificação de vidas e a conquista de almas para o reino de Deus.

    No mundo globalizado da fé líderes não podem ser contrariados, afinal são líderes e exigem fidelidade e submissão total aos seus ensinos, mesmo que estes estejam na contramão daquilo que ensinam os Escritos Sagrados. Vale lembrar que líderes despreparados têm aversão a críticas, eles preferem os elogios, pois assim estarão massageando o ego e exercitando a vaidade. Parece ser mais fácil isolar quem faz críticas do que cuidar do rebanho e dos problemas pertinentes a ele. O mundo assentou de fato dentro da igreja e livrar-se de suas armadilhas tornou-se uma utopia, assim a convivência pacífica parece ser o mais indicado para evitar desgaste e perda de tempo com sermões doutrinários que combatam os efeitos colaterais da invasão e da ocupação de espaço por coisas que contrariam os ensinos Sagrados.

    Pastores se preocupam com almas e zelam diuturnamente por elas, administradores por outro lado estão interessados sim nas as palmas, afinal elas massageiam o ego e dão um brilho incomum no orgulho de quem as recebe.

    Com absoluta certeza só teremos uma igreja, uma sociedade e um Brasil melhor quando nós mesmos aprimorarmos o nosso potencial de fazermos da crítica um instrumento de defesa de posições que de alguma forma nos afeta no nosso cotidiano. Quando soubermos lidar com as diferenças sem submetê-las aos caprichos que violam os princípios de direito estabelecidos sobre a carta magna da vida cristã, a Bíblia Sagrada. Quando verdadeiramente formos livres em razão da opção que fizemos de termos como fundamento de nossa liberdade, Cristo. Quando encararmos as críticas, não como ameaças, mas sim como indicativo de algo precisa ser feito para redirecionarmos os nossos projetos colocando-os sobre os fundamentos da fé cristã. O culto democrático é o culto participativo em todos os aspectos, inclusive em situações de divergências, quando aí sim temos a oportunidade única de exercitarmos na sua essência o cristianismo que professamos e adotamos como regra de fé e prática para as nossas vidas.

    O meu sentimento neste momento é de profunda amargura, de indignação e de inquietação, pois a liberdade que outrora era apregoada na Bíblia foi decapitada tornando o cristianismo um monstro religioso que procura, pela força, impor regras que violam e aviltam aquilo que deveria ser a base da defesa da fé e dos conceitos cristãos, a liberdade de manifestação sem censura de opiniões contrárias. O militarismo religioso e perverso fica evidente à medida que somos forçados a pensar pela cabeça dos outros, vendo cerceado de forma contundente o direito de livre manifestação do pensamento. A tirania das botas dos soldados romanos parece estar sendo ressuscitada com a intenção clara de calar qualquer um que ouse se mostrar insatisfeito com os descaminhos que o cristianismo está traçando para a nossa sociedade, onde fica evidente a aplicação de práticas capitalistas na administração das coisas do Reino e assim, silenciosamente nos vemos diante de um engodo religioso sem precedentes.

    Infelizmente e por questões éticas tendo que escolher entre um regime democrático e a igreja capitalista moderna,não tenho qualquer ressentimento em optar pelo primeiro.

    Carlos Roberto Martins de Souza
    Um abraço

  3. JESUS não é nem nunca foi democrata;
    JESUS é Rei e veio pra reinar.

    A democracia é a maior produtora de monstros, guerras e assassinos da atualidade.

    JESUS veio para nos dar vida e vida em abundância.

    A democracia dá poder a todo aquele que é eleito pelo povo.

    JESUS é poderoso, porque foi eleito por DEUS.

  4. Desculpe mas acho que enquanto estamos julgando, pessoas estão morrendo de fome, de frio, e nós que queremos ser tão certo a ponto de julgar os nossos irmãos em Cristo sendo que a carta de Paulo aos Romanos diz que cada um prestará conta somente das suas obras e no Livro de Tiago diz que se julgamos nosso irmão então não somos mais réus mais somos Juizes, mas exite só um Juiz, Vamos parar de discutir se o irmão tá certo ou está errado pois quem colherá é Ele e não nós, Jesus veio a esse mundo trazer um modelo, Ele é o modelo e Ele nos deixou como sua igreja na terra para Edificar e Estabelecer seu Reino de Amor, Mt 10:7 e 8, obrigado, e não me julguem se não concordam só desconcidere e retenha pra tí o que é bom.

  5. Prezados Srs. Nao Estou aqui para me opor, ou desfazer, de nenhum comentario acima citado. Mais quero expor a meu pensamento, não de ma forma lógica ou secular, ( uma vez que o texto acima sitado está a se tratar de uma visão espiritual).
    Entendamos uma coisa de principio. Está escrito: O homem natural so dicerne as coisas naturais, enquanto o Homem espirital dicerne todas as coisas e por ninguem é dicernido. ( 1 Crt. cap. 2).
    è muito bonito falarmos sobre democracia como o nosso amigo mais acima falou mais me desculpe a sinceridade, o reino de Deus nao é democratico, e tão pouco está para ser discutido ou disputado.
    Não sei Sr. Leonardo a razão nem tao pouco o porque do Sr. querer defender tanto o dirito de julgar. mais pronto deve ter um motivo muito forte o qual eu desconheço como servo de Deus!
    Mais analisemos pois a luz da bíblia o que a mesma retrata sobre o assunto.
    A igreja possui muitos atributos, os quais levaria muito tempo e inspiração para falarmos de tal assunto. Mais se estou certo, temos o dieito de examinar, e ou julgar, tudo o que ouvimos, vemos e falamos. Mais Deus não nos deu o direito de julgar-nos uns aos outros.
    A bíblia nos dá o direito julgar as profecias, nunca os profetas; julgar as mensagens jamais o mensageiro.
    emos que ter sim cautela até mesmo com aquilo que nos mesmos afirmamos.
    Sr. Leonardo Sejamos racionalistas e não hipocritas.
    Brasil é um paí livre onde temos, liberdade de culto, liberdade de expressão e muitas outras. mais não façamos da nossa liberdade, um motivo de tropeços dos outros.
    Tenho certeza que seu cerebr e sua fé não merecem isto.
    Use-os como canal de benção para ajudar quem esta caído.
    " Não basta destruir o que se resta, temos sim, é que contruir o que se falta!"
    O evangelho da cruz ja tem inimigos o bastante, ou se declare tambem um, e pare de se esconder atrás de uma mascara cristã, ou, se liberte de uma vez dessa sua altivez repuguinante. Isso que você faz é ridiculo para o evangelho.
    O que o Senhor Jesus veio firmar na terra, não foi uma igreja hipocrita e julgadora, mais sim, uma igreja capaz de vencer os preconceitos, as hipocrisias e ajudar a quem realmente precisa.Isso que você faz ode ser denominado de tudo, mais nunca de apologética cristã.
    A graça é para todos!!!

  6. De Volta!!!

    Cara, você deve ser cego mesmo. Já que está muito espiritual, lhe deixo um versículo para a meditação:

    "Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus"

    2Co 4.3-4

    Abre o olho, cego!

  7. Boa oite Sr. Leonardo gonsalvez, paz da parte do unico salvador e redentor, Senhor Jesus!
    É pelo jeito você so publica os comentarios que lhe convém, visto que a quase dois dias enviei ao sr. uma resposta formal e educada, sem palavras obsenas ou vulgares. e só porque foi respondido respaudado pela Bíblia, e não por textos isolados, mais com base.
    Muito Obrigado, só me fez perceber que esse seu blog, não tem nada de apologético e sim de um mero revoltado, indiciplinado e desrespeitoso com Autoridades eclesiastica. Obrigado e passar bem!!! Veja se publica esse…

  8. A paz irmãos!
    Sempre tive um espírito crítico e sempre quis confrontar na bíblia sagrada tudo o que ouvi e ouço das pregações. Com isso, retenho aquilo que realmente importa e tem fundamento. Tenho ouvido muitas "abobrinhas" ditas por pessoas que se dizem cultas e inteligentes, verdadeiros exegetas que, na maioria das vezes, se perdem em seus longos discursos inflamados. Mas o fato é que existe uma só VERDADE, um só CAMINHO, que nos dá VIDA EM ABUNDÂNCIA, VIDA ETERNA, essa VERDADE ABSOLUTA é JESUS CRISTO… Vamos nos espelhar Nele. Simples, prático, cômodo, não é verdade? Analisemos tudo, retenhamos somente aquilo que edifica. Que a graça e a paz de Cristo ilumine vossos corações!
    Mando um abraço fraternal ao irmão Leonardo, que tem prestado um serviço enorme em prol do esclarecimento da VERDADE, desmascarando heresias e falsos mestres, evangelistas e pastores. Mas… não devemos esquecer que a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas sim contra as potestades demoníacas que age em nosso meio. Assim sendo, ao tecermos as nossas críticas, não devemos ser contra esse ou aquele dirigente, pastor, bispo, evangelista, em particular… devemos combater os demônios dos quais os mesmos estão possuídos. Por exemplo, os que defendem e usufruem dos benefícios da denominada Teologia da Prosperidade, estão possuídos por Mamon. Quando fizermos nossas críticas, estaremos desmoralizando o diabo. Mesmo porque, todos os que estão pregando heresias e doutrinas expúrias, sem respaldo na VERDADE(na Palavra de Deus), certamente que arderão no fogo do inferno.

  9. Paz!
    Bom apesar do post ser antigo, quero deixar registrada minha opinião.

    Tem muita gente que só conheceu o evangelho por causa de um julgamento de um certo Martinho Lutero. O que foi que Lutero fez? Ele julgou a Igreja Católica à Luz das Escrituras. Quem vai contestar? Não tem jeito, se hoje os senhores "não-julgo-ninguém" conhecem o Evangelho e possuem uma Bíblia em sua própria língua, é porque alguém um dia julgou e contestou os procedimentos da igreja católica.

    Nosso dever como cristãos é também o de proteger a Igreja. Falam que nós somos o único exército que mata os seus soldados. Mentira! Em qualquer exército, o desertor é punido. Não podemos permitir que pessoas inescrupulosas falem em nome de Deus.

    Aliás, o que foi que o profeta Jeremias, dirigido por Deus fez? Julgou os falsos profetas.
    Está claro que o povo perece, ainda hoje, por não conhecer as Escrituras e muito menos o poder de Deus.

    Bom, essa é minha opinião.

    Deus abençoe a todos!
    Abs,
    Vinicius Morais
    —-
    Visite: Refletindo a Graça
    http://refletindoagraca.blogspot.com/
    Conheça o nosso Podcast!

  10. não há nenhuma nota de reprovação em Atos 17 as pessoas em Berénha, por conferierem tudo que lhes era ensinado comparando com as escrituras. não há rejistro de nenhuma indignação do Espírito Santo (muito menos dos apostolos) as pessoas que se interesavam em verificar a verdade. a verdade liberta!

  11. "Não julgueis" diz o infeliz! O que significa ? O não julgueis é não fazer um julgamento temerário,vã,caluniador,difamador,etc,ect.É isso.
    Os que dizem eu não julgo,pensam que são mais espirituais,não é,são cúmplices.Julgar a imoralidade de um "ungidão" é mais do que Bíblico,veja em Efésios 5:11 – se vc acha que um homem pode enfiar o pênis no anus de outro homem,e isso não lhe diz respeito algum sendo um dos tais homens "ungidão", fique a vontade e boa sorte, eu não aceito,rejeito e refutarei com toda a minha força sem medo de errar,na casa de Deus imoralidade é não,não e não.Julgo isso uma aberração e pedirei ao Juiz de toda a terra que julgue o tal "ungidão',vou sim, provocar o PROCON celestial a tomar alguma providencia,e Ele com certeza tomará.
    Fui,tito from brasília.

  12. Olá, Leonardo!

    Ia comentar outro assunto quando me deparei com as observações a serem consideradas. Não pude observá-las todas mas com referencia à intitulada "O Crente pode Julgar", do Pastor Ciro Ziborg, pareceu-me inapropriado o termo julgar já que esta muito bem direcionado para o "examinar e reter" o que for verdade (denunciar o que não for mediante a pregação eficaz) e não apenar infratores como me parece está sendo entendido por alguns. Foi escrito para salvaguardar a sã doutrina devidamente balizada pela Palavra de Deus. Parabens ao Pastor Ciro e a ti, brother.

    bençãos vos seja multiplicada a ti e a toda familía cristã.

    Pastor Carlos Renato. http://crenatos.blogspot.com
    Oremos pelo Julio! Sempre haverá a possibilidade de um recomeço.
    Força saúde e paz para ti.

  13. Queria dizer a este que se diz: "olho vivo".
    que se ele realmente fosse convertido, ele saberia que não servimos a um "democrata" más servimos sim ao único, ao Rei dos reis, o que venceu a morte, o que deu o sangue pra nos libertar, ao que estava no início, o que está agora e o que estará no fim, o autor e consumador, o Conselheiro, Príncipe da paz, aquEle que vem para julgar, o que toda terra irá se prostar perante Ele. Jesus…

  14. temos que julgar o profeta e a profecia uma esta ligada a outra o profeta vive o que fala se mentira ele é uma mentira se verdade ele é intrego.

  15. QUEM PODE JULGAR? quem é perfeito? quem nunca pecou? jesus era perfeito nunca pecou e nunca jugou porque vc jacózinho tem o direito de julgar? está escrito p/ ñ julgar porque se julgar da mesma forma será julgado então p/ que essa"pendenga?" é melhor evangelizar os perdidos ajudar as viúvas e amar o próximo como a ti mesmo.

  16. Quando vc reprova o que vc ver e ouve que nao
    está de acordo com abiblia não é julgamento.
    JULGAR é vc imaginar que alguém tenha feito ou falodo,
    algo que não existio.
    O leonardo está certo tá cheio de filho do diabo
    pregando nos pulbitos.2 cor vesso 1 a seguir.

  17. O argumento do Martinho Lutero matou a pau… Qualquer um que insistir na tolice "não julgueis" está demonstrando a Deus um nível de apostasia insuportável que será cobrado lá na frente. Pensem bem…

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