Cristãos sólidos em uma modernidade líquida

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Por Valmir Nascimento Milomen
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Apesar do termo “pós-modernidade” ser o mais usado para se referir ao tempo presente em que vivemos, seja como ruptura (anti-modernidade) ou como continuidade (sobre-modernidade) do projeto modernista, o sociólogo polônes Zygmunt Bauman utiliza outra expressão para se referir a esse contexto atual: modernidade líquida.
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Bauman dizia que a antiga modernidade era caracterizada pela sua solidez (modernidade sólida), com seu conjunto fixo de valores. Já o tempo atual (modernidade líquida) é caracterizado pela volatilidade, pela grande possibilidade de adpatações e pela instabilidade. Ele escreve:
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Os fluidos se movem facilmente. Eles fluem, escorrem, esvaem-se, respingam, transbordam, vazam, inundam, Borrifam, pingam; são filtrados, destilados; diferentemente dos sólidos, não são facilmente contidos – contornam certos obstáculos, dissolvem outros e invadem ou inundam seu caminho. Do encontro com sólidos emergem intactos, enquanto os sólidos que se encontraram, se permanecem sólidos, são alterados – ficam molhados ou encharcados. A extraordinárias mobilidade dos fluidos é o que os associa à idéia de leveza (…) Associamos “leveza” ou “ausência de peso” à mobilidade e à inconstância: sabemos pela prática que quanto mais leve viajamos, com maior facilidade e rapidez nos movemos.
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Bauman realmente utilizou as palavras ideais para diferenciar a modernidade da pós-modernidade. Hoje, dentro da esfera social, não se concebe a rigidez de valores absolutos e da identidade autônoma de pensamento. É sólido demais. Ao contrário, precisamos ser como a água: inconstantes, flexíveis e adaptáveis a tudo quanto se nos apresenta.
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Esse é o problema dos cristãos hoje. Somos como uma barra de ferro dentro de uma bacia dágua. Blocos de aço imersos no mar. As ondas batem e continuamos parados. A maré vem, mas não mudamos. E isso incomoda as “porções da água”. Afinal, não “fluimos”, não “pingamos” e não “destilamos” conforme eles querem. Somos assim. Aço incomodando o líquido. E esse é o chamado do cristão:
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“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (I Corintios 15:58)
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“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela. renovação do vosso entendimento.” (Romanos 12.2).
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3 COMENTÁRIOS

  1. Realmente um texto deverás interessante. Não havia pensado na pós-modernidade nos termos fluidos nos quais ela se encaixa perfeitamente, segundo a linha de raciocínio tecido…
    Obrigado pelo texto! Se não o tivesse republicado aqui, não teria conhecido sua fonte…
    Um abraço…

  2. Mateus 5:13 ¶ Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.

    Mateus 5:14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;

    O aço não salga a terra e nem ilumina, não faz a diferença, não evangeliza o amor de JESUS.

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